Após apresentarem avanço em fevereiro, na primeira quinzena de março os preços do milho em Chicago seguiram em queda. No mercado interno, a perspectiva de uma primeira safra sem aumento de oferta e a demanda aquecida, somada a venda sem ritmo ainda lento, ajudaram a sustentar os preços. No final de fevereiro o USDA promoveu o Outlook Forum, com os primeiros números para a safra americana 25/26.
Em fevereiro, o avanço das cotações na CBOT foi de 2,9%, para US$ 4,88/bu, refletindo uma safra americana menor e um balanço global de oferta e demanda mais apertado. Porém, na primeira quinzena de março, com as ameaças de tarifas sobre México e Canadá e a imposição das tarifas sobre a China, o cereal devolveu grande parte dos ganhos acumulados em 2025, sendo que, no período, a queda foi de 7,8%, para US$ 4,50/bu. Preços do milho em Chicago e em Sorriso
A valorização do milho no mercado interno reflete a demanda aquecida e a restrição da oferta por parte dos produtores. Em fevereiro o preço do milho em Campinas (SP) ultrapassou a barreira dos R$ 80/saca e, na primeira metade de março, a alta atinge 9,7%, para R$ 88/saca. O mercado ainda segue cauteloso com a segunda safra, com os atrasos ao longo do plantio ajudando na sustentação do preço doméstico.
Em relação aos grãos, o Outlook Forum do USDA trouxe uma estimativa de aumento de 4% para a área de milho americana, uma redução também de 4% para a soja e aumento d 2% para o trigo. A relação de preços entre soja e milho está mais favorável para o cereal. A média histórica para essa relação é de 2,4 (sacas de milho para 1 de soja) e, quando está abaixo disso, é mais favorável para o milho. Na época da divulgação do Outlook, essa relação estava em torno de 2,1, ou seja, melhor para o milho