A volatilidade continua no mercado do milho e os futuros do cereal negociados na B3 perdem mais de 1% na tarde desta quarta-feira (2). Perto de 13h (horário de Brasília), as perdas variavam de 0,83% a 1,59%, com o maio sendo cotado a R$ 77,35 e o julho a R$ 72,90 por saca. O mercado na B3 acompanha as perdas também sendo observadas na Bolsa de Chicago, com o mercado realizando lucros depois das boas altas da sessão anterior.
“Na B3, os futuros recuam de olho no aumento da oferta de milho e no bom desenvolvimento das áreas da segunda safra em boa parte das regiões”, informa o time da Pátria Agronegócios. “Em Chicago, o conflito tarifário e as possíveis retaliações do México e Canadá pressionam os preços”. Por lá, as perdas variavam de 0,50 a 3,25 pontos nos principais vencimentos, trazendo o maio para US$ 4,58 e o setembro a US$ 4,41 por bushel.
As previsões climáticas voltaram a sinalizar chuvas melhores para regiões importantes do milho segunda safra, porém, há ainda muitas incertezas sobre o desenvolvimento das lavouras, uma vez que boa parte dos campos foi semeada fora da janela ideal. Somente em Mato Grosso, maior estado produtor do cereal de segunda safra, cerca de um milhão de hectares foi plantada nestas condições.
“Ontem (01), no Brasil, foram registrados acumulados de 10 a 30 mm no RS, oeste do MS e em porções pontuais no MA, PI e SP. Volumes de até 70 mm ocorreram no sudoeste do MT”, informou o Grupo Labhoro em seu comentário diário. E a consultoria destacou ainda que “para o milho 2ª safra, a Famasul-MS indicou uma área cultivada de 2,103 milhões ha no Mato Grosso do Sul, com produtividade média de 80,8 sc/ha e produção projetada em 10,2 milhões TM, alta de 20,6% em relação ao ciclo anterior. O plantio do milho atingiu 92,6% da área monitorada”.
De outro modo, o Deral (Departamento de Economia Rural) já sinalizou uma piora nas condições das lavouras do Paraná, segundo maior produtor nacional, onde em algumas regiões ainda não chove.