Os preços do café seguiam em lados opostos nas bolsas internacionais no início da tarde desta segunda-feira (31).
Relatório dibulgado pelo Rabobank aponta que a safra de café arábica do Brasil terá uma “redução significativa” em 2025/26 na comparação com o ano anterior. Após a realização de uma expedição técnica pelas lavouras, o banco disse que a safra ficará abaixo das expectativas devido ao fato de que as regiões produtoras voltaram a ter condições adversas em fevereiro e parte de março. O documento acrescenta que, apesar do clima ruim em Rondônia, a produção brasileira de café canéfora (robusta e conilon) deverá crescer em 2025/26.
De acordo com a Pine Agronegócios, temos hoje um cenário de clima para as áreas de
arábica adverso para abril, o que continua atrapalhar quanto a questão da formação das gêmas florais.
Segundo boletim do Escritório Carvalhaes, as surpreendentes mudanças, com idas e vindas, nas tarifas e na economia mundial com o novo presidente americano têm levado os mercados internacionais a trabalharem com muita volatilidade. Os contratos de café em Nova Iorque e Londres, que habitualmente já sofrem com rápidas e fortes oscilações, acabam sendo atingidos também pela atual volatilidade da economia global.
Perto das 12h30 (horário de Brasília), o arábica registrava alta de 165 pontos no valor de 381,60 cents/lbp no vencimento de maio/25, um aumento de 110 pontos negociado por 377,50 cents/lbp no de julho/25, um ganho de 105 pontos no valor de 372,65 cents/lbp no de setembro/25, e uma alta de 100 pontos no valor de 365,50 cents/lbp no de dezembro/25.
O robusta trabalhava com queda de US$ 41 no valor de US$ 5.296/tonelada no contrato de maio/25, uma perda de US$ 37 cotado por US$ 5.317/tonelada no de julho/25, uma baixa de US$ 31 no valor de US$ 5.283/tonelada no de setembro/25, e uma queda de US$ 20 negociado por US$ 5.211/tonelada no de novembro/25.