Os preços da soja continuam caindo na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (2), porém, arrefecendo o ritmo das perdas. Perto de 13h10 (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 1,50 e 2,50 pontos, com o maio valendo US$ 10,31 e o agosto, US$ 10,45 por bushel. O mercado amenizou as perdas diante de novas e fortes altas do óleo na CBOT, que passam de 1,5%, novamente impulsionadas pelas expectativas em torno dos mandatórios de biocombustíveis nos EUA.
“Em Chicago, o grão recua em expectativa pela ampliação tarifária da Casa Branca, na qual se especula sobre as possíveis retaliações que ocorrerão, com foco nos chineses”, informa a Pátria Agronegócios. O anúncio do chamado “Dia da Libertação”, com as tarifas de Donald Trump, deve acontecer hoje, às 17h (horário de Brasília)
Os traders vêm trabalhando com notícias que já conhecem, mas que vão apenas se confirmando com o passar dos dias, como a área menor nos EUA e a demanda menos presente no país em função da guerra comercial. E assim, vão se ajustando diante destas informações. Com isso, os futuros da soja vão recuando após testarem suas máximas em um mês frente as incertezas impostas pelo tarifaço do presidente americano.
As preocupações sobre as taxações em “navios made in China” também agravam estas preocupações.
No paralelo, o mercado acompanha o comportamento ainda dos derivados, como foi o caso ontem do óleo de soja, que disparou mais de 5% no pregão anterior, com rumores de mudanças nos mandatórios dos biocombustíveis nos Estados Unidos. Agora, o mercado vai continuar monitorando as notícias em torno de todas estas possibilidades.