Em fevereiro, a soja seguiu a trajetória de elevação dos preços em Chicago iniciada em janeiro, porém, na primeira quinzena de março, os preços mostraram queda. No mercado interno o movimento foi diferente do visto em Chicago com queda para os preços em fevereiro e, até o momento, elevação em março. Com o avanço da colheita e a apuração de produtividades acima da expectativa, a Conab revisou para cima a safra brasileira, para 167,4 MM t.
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A média de fevereiro na CBOT avançou 1,4% sobre janeiro, para US$ 10,40/bu, diante da irregularidade das chuvas na Argentina, que ocasionou piora nas condições das lavouras do país. Já na primeira quinzena de março, os preços cederam 3,5%, para U$D 10,04/bu, diante de uma combinação de grande oferta do Brasil, com o avanço da colheita e tarifas americanas e chinesas que entraram em vigor. Em fevereiro, Trump aplicou taxas de 10% em todas as importações chinesas para os Estados Unidos. Em março, passou a cobrar um adicional de 10 pontos percentuais, elevando a tarifa a 20% para produtos chineses. Em resposta, a China anunciou a imposição de tarifas de 15% sobre importações de frango, trigo, milho e algodão dos EUA e de 10% sobre a soja e laticínios.
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Em fevereiro, o preço em Sorriso caiu 8,7% ante janeiro, para R$ 106,4/saca, com o ritmo de colheita mais avançado. Já em março, o que tem favorecido os preços no mercado doméstico é a valorização dos prêmios, que seguem em alta com os baixos estoques de soja na China e o forte ritmo da demanda. Em fevereiro a média do prêmio em Paranaguá foi de US$c 18/bu, enquanto na primeira quinzena de março essa média foi de US$c 56/bu.
Em março, a Conab revisou para cima a produtividade de soja para 3.527 kg/ha, alta de 0,8% sobre a estimativa de fevereiro. O destaque foi a revisão feita para cima para os estados do Centro-Oeste, Piauí e Tocantins. No Centro-Oeste, a produtividade do Mato Grosso subiu 2,9% e em Goiás, 7,4%, enquanto no Piauí o aumento foi de 4,6% e no Tocantins, 3,4%.