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Algodão 2026/27: safra deve registrar equilíbrio entre oferta e demanda e preços no Brasil seguem estáveis

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O mercado de algodão caminha com perspectivas de equilíbrio entre oferta e demanda para a safra 2026/27, segundo estimativas da primeira análise do ciclo divulgada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A produção global dessa temporada deve alcançar cerca de 25,26 milhões de toneladas, uma redução de 3,22% em relação ao ciclo anterior, refletindo retração projetada em países como China, Brasil e Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o consumo mundial é esperado em 26,15 milhões de toneladas, o maior nível em seis anos, sinalizando uma aproximação entre oferta e demanda no mercado global de algodão.

Do lado do consumo, parte dessa alta está associada às expectativas de crescimento global e à adaptação da indústria têxtil às mudanças recentes no mercado, que podem reduzir a procura por fibras sintéticas e aumentar a demanda por algodão natural em certos segmentos. Com isso, os estoques finais globais projetados para a nova safra devem recuar cerca de 5,21%, o que contribui para um cenário de menor pressão sobre os preços.

No Brasil, essa perspectiva internacional de equilíbrio é acompanhada por um mercado físico relativamente estável. Ao longo de fevereiro, os preços do algodão em pluma mantiveram comportamento essencialmente estável, mesmo em meio às flutuações observadas nos mercados internacionais e ao cenário econômico global. Produtores consultados mantiveram firmeza nos valores pedidos, principalmente para lotes de qualidade superior, evidenciando postura cautelosa diante da oferta ainda contida no período de entressafra.

Os vendedores, além disso, estiveram divididos entre a comercialização de soja, que tradicionalmente compete por atenção dos agentes do mercado, e o próprio desenvolvimento da safra de algodão no campo. Essa dinâmica contribuiu para um ritmo de negociação mais moderado, com poucos acordos de maior volume.

Do lado comprador, indústrias relataram preocupação com o desempenho das vendas de seus produtos manufaturados e com níveis de estoques considerados elevados, o que levou a aquisições pontuais de pluma e buscas por preços mais competitivos. Essa cautela da demanda interna ajudou a manter os preços em um patamar estável no mercado brasileiro.

O Indicador CEPEA/ESALQ, que reflete os preços negociados com pagamento em oito dias, acumulou uma leve alta ao longo de fevereiro, fechando o mês em R$ 3,5227 por libra-peso, avanço de 1,36% no período.

Enquanto isso, nos mercados futuros internacionais, os contratos de algodão negociados na Intercontinental Exchange (ICE) têm apresentado volatilidade moderada, influenciados por fatores macroeconômicos, movimentos cambiais e perspectivas de oferta global, o que segue influenciando as expectativas de preço no Brasil.

Neste contexto, o algodão brasileiro atravessa esse momento com sinais de estabilidade no mercado físico e com projeções que combinam equilíbrio global de oferta e demanda com volatilidade nos preços referenciais internacionais.

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