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Os preços do algodão encerraram a sessão desta quarta-feira (24) em forte queda na Bolsa de Nova York, com perdas próximas de 3% entre os principais contratos negociados.
O contrato dezembro/26 perdeu 2,47 cents (-3,14%), encerrando o dia cotado a 76,26 cents/lb. O vencimento julho/26 caiu 1,87 cent (-2,53%), fechando a 72,09 cents/lb. O outubro/26 recuou 2,54 cents (-3,28%), para 74,89 cents/lb, enquanto o março/27 registrou baixa de 2,39 cents (-2,99%), terminando a sessão a 77,67 cents/lb.
No mercado de energia, os preços do petróleo bruto registraram forte queda e atingiram os menores níveis em cerca de três meses e meio. O movimento foi influenciado pela valorização do dólar e pela reabertura do Estreito de Ormuz, que contribuiu para aliviar as preocupações com a oferta global da commodity.
Entre os fatores acompanhados pelo mercado estão as condições climáticas nos Estados Unidos. Segundo análise de Jack Scoville, da Price Futures Group, previsões e relatos de chuvas seguem presentes em áreas produtoras do Texas, do Delta do Mississippi e da região Sudeste do país.
Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank destacou que a safra mundial de algodão 2026/27 deve registrar produção cerca de 5% menor que a temporada anterior, enquanto o consumo global tende a crescer de forma moderada. Com isso, a expectativa é de uma redução dos estoques mundiais da fibra.
Apesar desse cenário de oferta mais ajustada, o banco avalia que o ambiente econômico global segue desafiador. Segundo a instituição, a inflação e a perda de poder de compra em diversos países continuam limitando o consumo de produtos têxteis. Além disso, as tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã aumentam as incertezas nos mercados e podem afetar a demanda por fibras têxteis, incluindo o algodão.
Diante desse cenário, o Rabobank projeta preços relativamente estáveis para a pluma nos próximos meses, embora fatores climáticos continuem no radar dos agentes de mercado.