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Os preços do algodão fecharam em queda nesta sexta-feira (05) na Bolsa de Nova York, ampliando as perdas da semana e acumulando recuos superiores a 2% entre os principais contratos negociados. O movimento ocorreu em meio à pressão sobre preços do petróleo bruto.
O contrato dezembro/26 perdeu 1,14 cent (-1,45%), encerrando o dia cotado a 77,35 cents/lbp. O vencimento julho/26 caiu 1,23 cent (-1,64%), fechando a 73,66 cents/lbp. O outubro/26 recuou 0,75 cent (-0,98%), para 76,08 cents/lbp, enquanto o março/27 registrou baixa de 1,13 cent (-1,42%), terminando a sessão a 78,68 cents/lbp.
Na comparação semanal, os contratos futuros do algodão acumularam perdas em relação ao fechamento da sexta anterior. O dezembro/26 registrou baixa de 2,24 cents (-2,81%) na semana. O julho/26 teve recuo de 2,49 cents (-3,27%). O outubro/26 perdeu 2,07 cents (-2,65%), enquanto o março/27 acumulou desvalorização de 2,04 cents (-2,53%) no período.
No cenário macroeconômico, os preços do petróleo bruto continuaram pressionados pelas expectativas de um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, o que poderia permitir a reabertura do Estreito de Ormuz. Além disso, sinais de demanda mais fraca por petróleo na China também pesaram sobre as cotações da commodity energética. Dados da Kpler Data Intelligence mostraram que as importações chinesas de petróleo bruto em maio caíram para 6,7 milhões de barris por dia, o menor nível em mais de dez anos.
O fortalecimento do dólar também esteve no radar do mercado. A moeda norte-americana ganhou força após a divulgação do relatório de empregos dos Estados Unidos referente a maio, acima das expectativas do mercado, aumentando as apostas de manutenção de juros elevados pelo Federal Reserve (Fed). Um dólar mais forte tende a reduzir a competitividade das exportações americanas de algodão, diminuindo assim a demanda.