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Os preços do algodão encerraram a sessão desta terça-feira (23) em queda na Bolsa de Nova York, ampliando as perdas observadas no início da semana. Os principais contratos negociados fecharam no campo negativo, com destaque para o vencimento julho/26, que recuou mais de 2%.
O contrato dezembro/26 perdeu 0,82 cent (-1,03%), encerrando o dia cotado a 78,59 cents/lb. O vencimento julho/26 caiu 2,01 cents (-2,67%), fechando a 73,20 cents/lb. O outubro/26 recuou 1,48 cent (-1,89%), para 76,81 cents/lb, enquanto o março/27 registrou baixa de 0,87 cent (-1,08%), terminando a sessão a 79,90 cents/lb.
Entre os destaques esteve a divulgação do relatório semanal de progresso das lavouras dos Estados Unidos, na tarde da última segunda-feira (22). Os dados mostraram que 92% da área prevista para o algodão já havia sido plantada até o último domingo, apenas 2 pontos percentuais abaixo da média histórica. Além disso, 27% das lavouras estavam na fase de formação de botões florais, acima do ritmo normal para o período.
O levantamento também indicou melhora nas condições das lavouras. Segundo o relatório, 53% da safra foi classificada como boa ou excelente, avanço de três pontos percentuais em relação à semana anterior.
No mercado externo, os preços do petróleo voltaram a registrar queda. A reabertura do Estreito de Ormuz e a normalização do fluxo de petróleo reduziram preocupações relacionadas à oferta global da commodity.
Já o dólar ganhou força e atingiu o maior nível em 13 meses frente a uma cesta de moedas. A moeda norte-americana continuou encontrando suporte na busca por ativos de liquidez e nas expectativas de juros mais elevados nos Estados Unidos, após as sinalizações recentes do Federal Reserve.