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Algodão sobe em Nova York nesta 4ª feira (14); colheita avança nos EUA

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Os preços do algodão fecharam em alta nesta quarta-feira (14) na Bolsa de Nova York. O contrato dezembro/26 avançou 0,15 cent (+0,19%), encerrando a sessão a 80,66 cents/lb. O março/27 subiu 0,17 cent (+0,20%), para 84,00 cents/lb. Já o maio/27 ganhou 0,21 cent (+0,25%), a 85,69 cents/lb, enquanto o julho/27 também avançou 0,21 cent (+0,24%), fechando a 86,13 cents/lb.

No campo, o relatório semanal de progresso das safras dos Estados Unidos mostrou que 82% das lavouras de algodão já haviam aberto até domingo. A colheita alcançou 31% da área, dois pontos percentuais acima da média histórica. No Texas, principal estado produtor, os trabalhos chegaram a 38%, quatro pontos acima da média. A parcela das lavouras classificadas em boas ou excelentes condições subiu dois pontos percentuais na semana, para 34%.

No mercado externo, os preços do petróleo bruto ampliaram os ganhos e atingiram o maior nível em duas semanas, impulsionados pela escalada das hostilidades no Oriente Médio e pelas preocupações com interrupções no fornecimento regional de energia. As cotações, porém, recuaram das máximas do dia após o índice do dólar atingir o maior patamar em um ano e meio.

A moeda norte-americana ganhou força após a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) dos Estados Unidos referente a setembro, que ficou acima das expectativas. O resultado reforçou as apostas de que o Federal Reserve (Fed) poderá manter os juros elevados por mais tempo. Segundo os dados de mercado informados, a probabilidade de aumento da taxa na reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) deste mês passou de 22% para 44% após a divulgação do indicador.

No mercado brasileiro, as cotações do algodão em pluma seguem em queda neste início de outubro, após também recuarem em setembro. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento está relacionado à baixa dos preços internacionais, ao menor interesse por novas compras e à preferência das indústrias pelo uso de volumes já contratados.

Pesquisadores do Cepea apontam que boa parte das indústrias tem priorizado a fibra adquirida anteriormente ou mantida em estoque. Além disso, algumas empresas buscam comprar matéria-prima por valores inferiores aos pedidos pelos vendedores, dificultando o fechamento de novos negócios e pressionando as cotações. Apesar das quedas recentes, os preços internos continuam acima da paridade de exportação.

 

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