
A irrigação por gotejamento subterrâneo começa a ser avaliada na produção de algodão em Minas Gerais como alternativa para aumentar a eficiência no uso de água e nutrientes, melhorar o manejo da lavoura e ampliar a previsibilidade produtiva. A tecnologia está sendo testada em condições reais de cultivo no Cerrado mineiro.
A primeira safra conduzida pela Associação Mineira dos Produtores de Algodão (AMIPA), em parceria com a Netafim, ocorre na fazenda experimental da entidade. O projeto acompanha protocolos de manejo, estratégias de fertirrigação e desempenho de cultivares, com o objetivo de gerar informações que auxiliem produtores na avaliação da tecnologia.
No sistema, água e nutrientes são aplicados diretamente na zona radicular das plantas. Segundo especialistas da Netafim, o modelo permite parcelar a adubação de acordo com as fases de desenvolvimento do algodoeiro, reduzindo perdas e aumentando a eficiência no aproveitamento dos fertilizantes.
A área também utiliza ferramentas digitais para monitorar umidade do solo, condições climáticas e operação da irrigação. A plataforma GrowSphere reúne esses dados para apoiar decisões de manejo ao longo do ciclo.
A safra segue em acompanhamento técnico e coleta de informações. A expectativa é ampliar o conhecimento sobre o uso do gotejamento subterrâneo na cotonicultura e criar uma referência para produtores interessados na adoção do sistema. “A irrigação moderna vai muito além da simples aplicação de água. Com soluções como GrowSphere, Digital Farming e fertirrigação, é possível fornecer água e nutrientes no momento correto, durante todo o ciclo da cultura, buscando máxima eficiência produtiva”, destaca Bruno Praça, representante técnico de vendas da Netafim.