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BASF amplia ferramentas para manejo de doenças no arroz

Na cultura do arroz, proteger o potencial produtivo construído ao longo da safra exige atenção a diferentes fatores, especialmente ao manejo de doenças que podem comprometer produtividade, qualidade dos grãos e rentabilidade. Para a BASF, essa proteção precisa começar antes do aparecimento dos sintomas e considerar as particularidades de cada lavoura.

“A grande evolução está justamente em como transformar as inovações tecnológicas em reais benefícios para o agricultor”, afirma Graziela de Morais, gerente de Marketing de Cultivos na BASF Soluções para Agricultura. Segundo ela, a indústria precisa ir além da oferta de novas moléculas e entender os desafios agronômicos enfrentados no campo.

“Não basta simplesmente trazer uma nova molécula, não é o suficiente. Cada vez mais, precisamos responder às necessidades que existem no campo: qual é a dor do agricultor? O que está acontecendo lá na lavoura?”, diz.

Sendo assim, o manejo de doenças no arroz passa por fatores como histórico da área, escolha da cultivar, condições climáticas, práticas agronômicas e momento correto de intervenção. A estratégia também considera que o produtor já realizou uma série de investimentos ao longo do ciclo, incluindo sementes, adubação, irrigação e manejo.

“Não basta ele só tratar no momento, investir em semente, em adubação, na questão da irrigação, especialmente para o arroz, e deixar outras partes, principalmente a questão de doenças, descobertas. E isso, com certeza, vai trazer um impacto para a lavoura”, afirma Graziela.

A visão da BASF é trabalhar o sistema de produção de forma integrada, buscando conectar tecnologia às necessidades de cada etapa da cultura.

“Enquanto indústria, a BASF tem olhado para esse sistema como um todo. Como é que a gente contribui para proteger esse potencial produtivo até a colheita”, explica.

Manejo começa antes da aplicação

Entre os desafios fitossanitários da cultura estão a brusone, a mancha-parda e a queima-das-bainhas, que exigem estratégias de controle de acordo com as condições de cada área.

Para Graziela, o manejo não deve ser entendido apenas como uma resposta ao problema já instalado. O planejamento deve considerar o histórico da lavoura, as condições ambientais e o momento adequado para intervenção. “O papel do Kilymos® é ser uma ferramenta dentro desse programa de manejo que começa, como a gente já falou, muito antes da aplicação. Ele passa pelo histórico da área, pela escolha da cultivar, pelas questões climáticas, pelas práticas agronômicas e pelo momento adequado de intervenção”, afirma.

Segundo ela, o produto tem efeito preventivo e curativo, mas a recomendação é priorizar o manejo preventivo. “O ideal é que a gente sempre trabalhe no efeito preventivo. E é nesse contexto que essa tecnologia ganha relevância para ampliar as ferramentas disponíveis e ajudar esse agricultor a manejar doenças importantes”, diz.

Kilymos® amplia portfólio da BASF no arroz

É dentro dessa estratégia que a BASF apresenta o Kilymos®, fungicida desenvolvido para o manejo de doenças na cultura do arroz. “Kilymos® nasce justamente nesse contexto de necessidade de ferramentas cada vez mais eficientes dentro do cultivo do arroz. Ele amplia, obviamente, o portfólio da BASF para a cultura”, afirma Graziela.

De acordo com Graziela, o produto combina dois ativos, um deles a tecnologia Revysol®, que atua sobre doenças importantes da cultura.

“Na prática, o grande diferencial é oferecer uma ferramenta com amplo espectro para doenças que impactam o arroz, como brusone, mancha-parda e queima da bainha, contribuindo para esse potencial produtivo”, explica.

Graziela reforça, porém, que o fungicida deve ser inserido em uma estratégia mais ampla.

“O Kilymos® não deve ser visto apenas como uma solução isolada. Ele está dentro de uma estratégia de manejo e, pensando em tudo isso, a BASF traz esse produto para agregar nesse manejo integrado que nós acreditamos que, de fato, traz resultado para a lavoura do agricultor.”

Tecnologia busca ampliar a proteção

Outro ponto destacado pela BASF é a presença da tecnologia Revysol® na formulação. Segundo Graziela, a proposta é transformar características da molécula em benefícios perceptíveis no campo.

“Para o produtor, o mais importante não é necessariamente entender a complexidade da molécula, mas o que isso representa para ele no campo, o que isso vai traduzir para ele”, afirma.

A tecnologia apresenta capacidade de absorção, ação sistêmica e efeito residual. “Isso se traduz em uma tecnologia que traz uma capacidade altíssima de absorção. Então, tem uma ação sistêmica, um efeito residual, ou seja, vai ficar mais tempo ali na folha da lavoura dele, protegendo por mais tempo contra as doenças”, diz.

Ela também afirma que a tecnologia busca manter consistência de proteção em diferentes condições climáticas.

“Tem uma maior consistência, mesmo diante de condições como calor e chuva. E, como eu disse, a gente vive em um país tropical, um país que favorece muito a questão fúngica, e o Revysol® é uma molécula que nos permite ter uma proteção maior em relação a esse clima tropical”, explica.

Uso adequado faz parte da estratégia

Para a BASF, a eficiência das ferramentas também depende da forma como elas são utilizadas ao longo do tempo. “A gente quer manter por mais tempo as ferramentas dentro da sua eficiência para que o agricultor tenha acesso. Então, fazer um bom uso dos produtos, de forma adequada, é essencial”, afirma Graziela.

A estratégia passa, portanto, por integrar diferentes decisões dentro da lavoura, em vez de concentrar o manejo apenas na aplicação do fungicida.

“No final do dia, o importante é trazer o melhor controle possível dessas doenças e proteger tudo aquilo que ele construiu durante a sua safra, que é a sua produtividade, qualidade e rentabilidade”, resume.

A qualidade dos grãos também entra nessa equação. Graziela lembra que, no arroz, chegar ao final do ciclo com boa qualidade é relevante para o beneficiamento. “Para o arroz, é extremamente relevante o agricultor finalizar a sua lavoura, ter uma colheita e chegar a um grão que tenha qualidade, para a gente poder seguir com o beneficiamento desse grão.”

Entre o desafio agronômico, o manejo e a tecnologia que deve orientar a inovação no campo. “Essa conexão entre tecnologia, necessidade agronômica e resultado é o que define a inovação”, finaliza.

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