
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 6,45 bilhões até a quarta semana de setembro de 2026, com avanço de 22,2% nas exportações. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as vendas externas somaram US$ 30,49 bilhões no período, enquanto as importações alcançaram US$ 24,04 bilhões. Na comparação com setembro de 2025, as exportações cresceram 22,2% e as importações avançaram 7,4%. A corrente de comércio aumentou 15,2%, chegando a US$ 54,52 bilhões.
Os três principais setores exportadores registraram crescimento até a quarta semana de setembro. A Agropecuária movimentou US$ 6,17 bilhões, alta de 12,8%. A Indústria Extrativa somou US$ 8,41 bilhões, avanço de 52,2%, enquanto a Indústria de Transformação alcançou US$ 15,62 bilhões, crescimento de 13,8%. Na Agropecuária, o avanço foi puxado principalmente pelas vendas de centeio, aveia e outros cereais não moídos, que cresceram 33.296,8%. As exportações de café não torrado aumentaram 20,6%, enquanto as de soja avançaram 21,1%.
Na Indústria Extrativa, as vendas de outros minerais em bruto cresceram 66,0%. Os minérios de Cobre e seus concentrados avançaram 132,5%, enquanto os óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos cresceram 89,6%. Na Indústria de Transformação, as exportações de celulose aumentaram 44,0%. Os óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos, avançaram 59,2%, e o ouro não monetário cresceu 59,8%.
Apesar do crescimento geral das exportações, alguns produtos da Agropecuária registraram redução nas vendas externas. As exportações de milho não moído, exceto milho doce, caíram 10,9%. As vendas de produtos hortícolas, frescos ou refrigerados, recuaram 28,3%, enquanto as sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras tiveram queda de 68,9%.
Na Indústria Extrativa, as exportações de pirites de Ferro não torrados diminuíram 59,6%. As vendas de minério de Ferro e seus concentrados recuaram 14,7%, enquanto as de minérios de níquel e seus concentrados caíram 100%. Na Indústria de Transformação, a carne bovina fresca, refrigerada ou congelada apresentou queda de 23,3%. As exportações de açúcares e melaços diminuíram 17,6%, enquanto as de veículos automóveis de passageiros recuaram 29,2%.
Segundo dados divulgados pelo MDIC, as importações brasileiras somaram US$ 24,04 bilhões até a quarta semana de setembro, alta de 7,4% em relação ao mesmo período de 2025. A Agropecuária respondeu por US$ 0,45 bilhão, crescimento de 15,7%. A Indústria Extrativa alcançou US$ 1,07 bilhão, alta de 16,5%, enquanto a Indústria de Transformação somou US$ 22,37 bilhões, avanço de 6,8%. Entre os produtos agropecuários, as compras externas de pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado cresceram 36,1%. As importações de frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas, aumentaram 30,0%. As compras de soja avançaram 46,4%.
Na Indústria Extrativa, as importações de outros minérios e concentrados dos metais de base cresceram 53,9%. As compras de carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado, aumentaram 12,0%, enquanto as de óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos avançaram 45,3%.
Na Indústria de Transformação, os óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos, tiveram alta de 86,4%. As compras de máquinas de processamento automático de dados e suas unidades cresceram 245,4%, enquanto as de veículos automóveis de passageiros avançaram 99,5%.
Alguns produtos registraram queda nas compras externas, apesar do crescimento geral das importações. Segundo dados divulgados pelo MDIC, as importações de trigo e centeio não moídos recuaram 15,3%. As compras de centeio, aveia e outros cereais não moídos diminuíram 61,1%, enquanto as de tabaco em bruto caíram 81,2%.
Na Indústria Extrativa, as importações de fertilizantes brutos, exceto adubos, recuaram 61,6%. As compras de minérios de alumínio e seus concentrados caíram 60,4%, e as de gás natural, liquefeito ou não, diminuíram 38,3%. Na Indústria de Transformação, as importações de adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos, recuaram 21,8%. As compras de motores e máquinas não elétricos e suas partes, exceto motores de pistão e geradores, caíram 78,8%. As importações de plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes diminuíram 97,6%.
No acumulado de janeiro até a quarta semana de setembro de 2026, as exportações brasileiras somaram US$ 281,34 bilhões, crescimento de 11,5% ante o mesmo período de 2025.
Segundo dados divulgados pelo MDIC, as importações chegaram a US$ 219,57 bilhões, alta de 6,0%. Com esses resultados, a balança comercial acumulou superávit de US$ 61,77 bilhões, crescimento de 36,3%. A corrente de comércio também avançou 9,0% no período, alcançando US$ 500,92 bilhões.