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Café fecha em alta nas bolsas internacionais e mercado reage a riscos logísticos e queda nas exportações do Brasil

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O mercado futuro do café encerrou a sessão desta sexta-feira (6) com valorização nas bolsas internacionais, sustentado por preocupações com a oferta global e por possíveis interrupções logísticas no comércio mundial da commodity.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos do café arábica fecharam em alta entre os principais vencimentos. O contrato março/26 terminou o dia cotado a 297,60 cents por libra-peso, com avanço de 212 pontos. O vencimento maio/26 encerrou a sessão a 293,30 cents por libra-peso, registrando alta de 450 pontos, enquanto o julho/26 finalizou o pregão a 288,45 cents por libra-peso, também com ganho de 450 pontos.

No mercado do robusta, negociado na Bolsa de Londres, os preços também encerraram o dia com valorização. O contrato março/26 fechou cotado a US$ 3.827 por tonelada, com alta de 21 pontos. O maio/26 terminou a sessão a US$ 3.772 por tonelada, avançando 21 pontos, enquanto o julho/26 fechou a US$ 3.679 por tonelada, com ganho de 16 pontos.

Entre os fatores que deram suporte às cotações nesta semana estão as preocupações com possíveis interrupções no fluxo global de mercadorias. Tensões geopolíticas no Oriente Médio elevaram os custos de transporte marítimo e aumentaram as incertezas logísticas no comércio internacional, especialmente após impactos no tráfego pelo Estreito de Hormuz, rota estratégica para o transporte global. Esse cenário tende a elevar custos de frete, combustível e seguros, o que pode pressionar os preços das commodities agrícolas, incluindo o café.

Outro fator acompanhado de perto pelo mercado é o desempenho das exportações brasileiras. Dados recentes do comércio exterior (Secex), indicam que os embarques de café do Brasil em fevereiro recuaram cerca de 17,4% na comparação anual, o que também contribui para sustentar as cotações internacionais diante da perspectiva de menor oferta imediata no mercado global.

No entanto, apesar do suporte recente aos preços, o mercado continua monitorando as perspectivas de produção para os próximos ciclos. Projeções indicam que a safra brasileira de café em 2026 pode registrar crescimento significativo. Estimativa divulgada pela Conab aponta que a produção do país pode alcançar cerca de 66,2 milhões de sacas, avanço de aproximadamente 17,2% em relação ao ciclo anterior, com aumento tanto na produção de arábica quanto de robusta.

Além disso, instituições financeiras internacionais projetam que a produção global de café poderá atingir cerca de 180 milhões de sacas na temporada 2026/27, cenário que reforça expectativas de maior oferta mundial no médio prazo.

Assim, o mercado segue dividido entre fatores de curto prazo que sustentam as cotações, como incertezas logísticas e exportações mais fracas, e expectativas de aumento na produção brasileira e global nos próximos ciclos, que podem limitar avanços mais expressivos nas bolsas.

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