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PEQUIM, 18 Jun (Reuters) – A China defendeu suas medidas de controle de exportação de minerais essenciais e instou os países do G7 a respeitarem os princípios da economia de mercado e as regras do comércio internacional, em vez de favorecerem “pequenos grupos”, informou seu Ministério das Relações Exteriores nesta quinta-feira.
As declarações foram feitas após um acordo firmado pelos líderes do G7 na quarta-feira para intensificar a coordenação com o objetivo de reduzir a dependência de seus países em relação à China no que diz respeito a minerais essenciais, incluindo planos para alinhar os estoques e ampliar o papel da Agência Internacional de Energia.
“Os esforços da China para padronizar e aprimorar seu sistema de controle de exportações estão em consonância com as práticas internacionais”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, em uma coletiva de imprensa de rotina.
“O objetivo é salvaguardar melhor a paz mundial e a estabilidade regional, além de cumprir as obrigações internacionais relacionadas à não proliferação”, acrescentou ele, instando os líderes do G7 a cessarem a “imposição de regras de pequenos grupos” que prejudicam a ordem econômica e comercial internacional.
As potências ocidentais estão correndo para diversificar o abastecimento de metais essenciais para defesa, tecnologia e energia renovável, bem como para reduzir a dependência da China, depois que as restrições à exportação de ímãs permanentes impostas por Pequim no ano passado afetaram diversos setores e expuseram sua dependência de uma única fonte.
Sem citar a China, os líderes do G7 afirmaram que buscam reduzir a dependência de qualquer fornecedor fora do grupo e dos países parceiros para terras raras e ímãs permanentes para menos de 60% até 2030, com a meta final de 50% “o mais rápido possível”.
(Reportagem de Eduardo Baptista)