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Exportação de petróleo russo para Índia deve seguir perto de máxima com aval dos EUA

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MOSCOU/LONDRES, 21 Abr (Reuters) – As vendas de petróleo russo para a Índia devem permanecer próximas de níveis recordes em abril e maio, após uma nova isenção de sanções dos EUA, e as refinarias já garantiram grande parte de suas necessidades de abastecimento por meio de entidades e embarcações não sancionadas, segundo operadores e dados divulgados nesta terça-feira.

As robustas exportações para a Índia — o segundo maior comprador de petróleo russo, depois da China, e o maior importador de seu principal tipo, o Urals — provavelmente ajudarão Moscou a reabastecer os cofres estatais, sob pressão devido aos gastos militares na guerra na Ucrânia.

A Índia importou um recorde de 2,25 milhões de barris por dia de petróleo da Rússia em março, quase o dobro dos volumes de fevereiro, fazendo com que o petróleo russo represente 50% de suas importações.

As chegadas de petróleo russo aos portos indianos devem atingir 2,1 milhões de bpd na semana de 20 a 27 de abril, um aumento em relação aos 1,67 milhão de bpd da semana anterior, segundo dados da empresa de análise de transporte marítimo Kpler.

A queda no fornecimento de petróleo russo em meados de abril foi provavelmente causada por interrupções na exportação resultantes dos ataques de drones ucranianos a portos russos no final de março, disseram duas fontes.

No entanto, espera-se que os suprimentos russos atinjam uma média de mais de 2 milhões de bpd durante todo o mês e provavelmente permanecerão em torno desse nível, ou possivelmente aumentarão, em maio, disseram três fontes envolvidas no comércio.

Washington emitiu uma isenção de 30 dias em meados de março para que os países comprassem petróleo e derivados russos sancionados para ajudar a estabilizar os mercados globais de energia abalados por sua guerra com o Irã. A isenção foi renovada na semana passada.

Apesar das sanções, que têm como objetivo pressionar Moscou a negociar um acordo de paz com Kiev, as entregas de petróleo russo para a Índia continuaram por meio de empresas não sancionadas na cadeia de suprimentos, disseram operadores e analistas.

As refinarias indianas já estavam comprando ativamente petróleo russo em abril, antes do anúncio da extensão da isenção, e garantiram a maior parte dos volumes para entrega em maio já na semana passada, de acordo com os operadores.

As refinarias da Índia estavam pagando prêmios de US$7 a US$9 por barril de petróleo russo em relação ao Brent datado para cargas entregues em maio, semelhante ao que pagaram pelas importações de abril.

(Reportagens de repórteres da Reuters em Moscou, Robert Harvey em Londres e Nidhi Verma em Nova Délhi)

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