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SÃO PAULO, 7 Out (Reuters) – As exportações brasileiras de suco de laranja pelo porto de Santos somaram 203,2 mil toneladas no primeiro trimestre da safra 2026/27, iniciada em julho, avanço anual de 9,6%, informou nesta quarta-feira a associação CitrusBR.
Os dados de embarques por Santos, que concentram as exportações das associadas da CitrusBR e responderam por 92% do total embarcado pelo Brasil, indicam “alguma recuperação” nas vendas externas do maior exportador global da commodity.
“Porém esse mesmo volume ainda está 14% abaixo da média das últimas cinco safras, que é de 237 mil toneladas”, disse o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, em nota.
O setor vem enfrentando safras ruins no Brasil nos últimos anos, embora a colheita do ano passado tenha crescido na comparação com o ano anterior, quando a produção mais baixa em décadas reduziu oferta da matéria-prima.
A situação ajudou a elevar os preços do suco a níveis recordes na bolsa de referência de Nova York em 2024, afetando a demanda em mercados como a Europa.
Para 2026/27, a expectativa é de nova queda na produção de laranja da principal região citrícola do Brasil, de 10%, segundo a última projeção do fundo de pesquisas Fundecitrus.
Os preços em Nova York, contudo, seguem próximos de US$1,45/libra-peso, abaixo dos mais de US$5 vistos ao final de 2024.
Questionado se os resultados do primeiro trimestre da safra indicam uma recuperação consistente, em meio a preços mais baixos para os consumidores, Netto disse que ainda é cedo para tal avaliação.
“Acho que a melhor parte é a recuperação parcial da Europa. Ainda está abaixo da média dos últimos cinco anos, mas é um passo…”, disse ele, referindo-se ao continente europeu, antes o principal destino do suco do Brasil, lugar agora ocupado pelos Estados Unidos.
Em receita, os embarques totalizaram US$489,7 milhões, uma queda de 34,4% na mesma base de comparação.
Entre julho e setembro, Estados Unidos e Canadá importaram 96 mil toneladas de suco (em FCOJ equivalente a 66° Brix), ante 90,2 mil no mesmo período do ano passado. Já a Europa demandou 91,8 mil toneladas, alta de 4,8%, segundo a associação.
(Por Roberto Samora)