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Exportações de proteínas animais começam março com mais embarques de frango e suínos; pescados recuam

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As exportações brasileiras de proteínas animais iniciaram março de 2026 com movimentos diferentes entre os principais segmentos do setor. Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram aumento no ritmo diário de embarques de carnes de aves e suínos. Já o pescado apresentou recuo tanto no volume exportado quanto no valor negociado no mercado internacional.

Os números consideram os cinco primeiros dias úteis de março de 2026 e são comparados com o desempenho registrado ao longo de todo o mês de março de 2025. A análise da média diária permite avaliar a velocidade das exportações neste início de mês.

Entre as proteínas analisadas, as carnes de aves continuam liderando com folga em volume e faturamento nas exportações brasileiras. A carne suína aparece na sequência com crescimento nas médias diárias de volume e receita. Já o pescado mostra um cenário mais fraco nas vendas externas neste começo de março.

Aves ampliam embarques, mas preço apresenta leve recuo

As exportações de carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas somaram US$ 236.774,8 milhões nos cinco primeiros dias úteis de março de 2026. No mesmo período, o volume embarcado alcançou 132.314,7 toneladas.

Durante todo o mês de março de 2025, o faturamento das exportações havia sido de US$ 785.830,1 milhões, com embarques totais de 438.408,4 toneladas.

Na análise da média diária, o faturamento das exportações de aves chegou a US$ 47.355,0 milhões neste início de março. Em março de 2025, a média diária havia sido de US$ 41.359,5 milhões.

Volume diário cresce nas exportações de frango

O volume médio exportado por dia também mostra aumento neste início de mês. Nos cinco primeiros dias úteis de março de 2026, o Brasil embarcou em média 26.462,9 toneladas diárias de carnes de aves.

No mês de março de 2025, a média diária havia sido de 23.074,1 toneladas. A comparação indica crescimento no ritmo das exportações da proteína.

O preço médio, porém, apresentou pequena redução. A carne de aves foi exportada a US$ 1.789,5 por tonelada neste início de março, contra US$ 1.792,5 por tonelada registrados em março de 2025.

Carne suína registra aumento no ritmo de vendas externas

A carne suína também apresentou desempenho positivo no começo de março. Nos cinco primeiros dias úteis de 2026, as exportações do produto alcançaram 34.010,2 toneladas.

Em receita, as vendas externas somaram US$ 85.954,5 milhões no período analisado. No mês de março de 2025, o faturamento total havia sido de US$ 257.889,7 milhões.

Quando analisada a média diária, o faturamento das exportações de carne suína ficou em US$ 17.190,9 milhões nos primeiros dias úteis de março. Em março de 2025, a média havia sido de US$ 13.573,1 milhões.

Média diária de embarques também cresce

O volume médio exportado por dia de carne suína chegou a 6.802,0 toneladas neste início de março. No mês de março do ano passado, a média diária havia sido de 5.401,0 toneladas.

Os dados indicam aumento no ritmo das exportações da proteína suína neste começo de mês. O crescimento aparece tanto no volume embarcado quanto na receita média diária.

O preço médio da carne suína exportada também apresentou leve valorização. O produto foi negociado a US$ 2.527,3 por tonelada neste início de março, contra US$ 2.513,1 por tonelada registrados em março de 2025.

Pescados iniciam mês com retração nas exportações

Diferentemente das carnes de aves e suínos, o segmento de pescados apresentou retração nas exportações brasileiras neste início de março. Nos cinco primeiros dias úteis de 2026, o Brasil exportou 157,1 toneladas do produto.

Em receita, as vendas externas somaram US$ 934,8 milhões no período analisado. O resultado é inferior ao registrado em março de 2025.

No mesmo mês do ano passado, as exportações de pescado haviam alcançado US$ 8.280,0 milhões em faturamento e 1.010,3 toneladas embarcadas.

Queda também aparece nos preços

A média diária de faturamento do pescado ficou em US$ 187,0 milhões nos primeiros dias úteis de março de 2026. Em março de 2025, o valor médio diário havia sido de US$ 435,8 milhões.

No volume embarcado, a média diária atual é de 31,4 toneladas. Em março do ano passado, a média havia sido de 53,2 toneladas por dia.

Os preços também recuaram. O pescado exportado foi negociado a US$ 5.952,1 por tonelada neste início de março, enquanto em março de 2025 o valor médio havia sido de US$ 8.195,6 por tonelada.

Cenário mostra ritmos diferentes entre as proteínas

Os dados da Secex mostram que o início de março apresenta comportamentos distintos entre as proteínas animais exportadas pelo Brasil. As carnes de aves continuam liderando em volume e faturamento, com aumento no ritmo diário de embarques.

A carne suína também registra avanço nas médias diárias de volume e receita, além de leve valorização no preço médio da proteína.

Já o pescado apresenta retração tanto no volume exportado quanto nos preços neste começo de mês, indicando um cenário mais fraco para o segmento no mercado internacional.

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