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Milho fecha segunda-feira com queda de até 1,53% em Chicago após recuo nas exportações dos EUA

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Os preços internacionais do milho encerraram a segunda-feira (19) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), ampliando a pressão observada na última semana. O mercado repercutiu números mais fracos das inspeções de exportação dos Estados Unidos, enquanto a perspectiva de ampla oferta norte-americana e a redução de posições compradas pelos fundos permaneceram no radar dos investidores.

O contrato dezembro/26 terminou o pregão negociado a US$ 4,6700 por bushel, com desvalorização de 7,25 pontos, equivalente a 1,53%. O março/27 recuou 6,00 pontos, para US$ 4,8050, enquanto o maio/27 perdeu 5,00 pontos e encerrou a US$ 4,8850 por bushel.

O julho/27 também fechou em baixa, com perda de 4,25 pontos, cotado a US$ 4,9500 por bushel.

O mercado iniciou a sessão com perdas moderadas, mas intensificou as desvalorizações ao longo da manhã. No fechamento, os contratos permaneceram próximos dos níveis registrados ao meio-dia.

Inspeções americanas recuam quase 49%

O relatório divulgado nesta segunda-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostrou que as inspeções de exportação de milho somaram 672.475 toneladas na semana encerrada em 15 de outubro, redução de 48,8% em relação às 1.313.733 toneladas da semana anterior.

O resultado também ficou 49,3% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. No acumulado da temporada comercial 2026/27, os volumes inspecionados alcançaram aproximadamente 9,13 milhões de toneladas, queda de 2,3% na comparação anual.

O México foi o principal destino do milho americano na semana, com 305,5 mil toneladas, seguido pela Colômbia, com 205,5 mil toneladas, segundo os dados do USDA destacados pelo Barchart.

Os resultados contrastam com o crescimento das vendas líquidas semanais informado na última sexta-feira (16). Na ocasião, o USDA apontou vendas de 1,122 milhão de toneladas de milho, aumento de 46% em relação à semana anterior.

A diferença reforça a importância de acompanhar a evolução das vendas e dos embarques inspecionados para avaliar a capacidade da demanda externa de absorver a maior produção americana.

Fundos reduzem posições compradas

O posicionamento dos investidores também permanece entre os fatores acompanhados pelo mercado.

Segundo informações do Barchart, os dados mais recentes do relatório de Compromisso dos Traders (CFTC) mostraram que os fundos de investimento reduziram em 86.482 contratos suas posições líquidas compradas em futuros e opções de milho na semana encerrada em 13 de outubro.

Com isso, a posição líquida comprada dos fundos classificados como managed money diminuiu para 230.877 contratos.

O movimento indica uma redução das apostas na valorização do cereal, em um período marcado pela revisão das projeções de produção e estoques americanos pelo USDA.

No relatório de oferta e demanda divulgado em 9 de outubro, o departamento elevou sua estimativa de produção de milho dos Estados Unidos de 401,33 milhões para 407,28 milhões de toneladas. Os estoques finais projetados passaram de 39,79 milhões para 46,97 milhões de toneladas.

A perspectiva de maior oferta, combinada à entrada da nova safra americana no mercado, segue limitando as possibilidades de recuperação dos contratos futuros.

O avanço da colheita também permanece no radar. No último levantamento do USDA, os trabalhos haviam atingido 33% da área cultivada, abaixo da média histórica de 39%. Uma nova atualização está prevista para o final desta segunda-feira, com informações adicionais sobre o ritmo da colheita americana.

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