Às vésperas da primeira janela de exportação, anúncio de uma nova tarifa global sobre produtos importados pelos Estados Unidos segue gerando incertezas entre exportadores brasileiros de frutas. Segundo noticiado pelo portal Valor Internacional, embora o governo norte-americano tenha sinalizado uma alíquota de 15%, a ausência de uma definição oficial e as frequentes mudanças nos anúncios comerciais mantêm o setor cauteloso quanto ao planejamento dos embarques.
Para as frutas brasileiras, o principal entrave permanece sendo a competitividade frente a países concorrentes que acessam o mercado norte-americano com menores barreiras tarifárias. Assim, mesmo com a possível redução das taxas em relação ao cenário anterior, agentes avaliam que as condições comerciais seguem desafiadoras, especialmente para produtos mais sensíveis ao custo logístico e tributário.Entre as principais frutas exportadas pelo Brasil aos EUA — como mangas, uvas, mamões, melões e melancias — os impactos continuam distintos. Além disso, a indefinição sobre qual tarifa efetivamente estará em vigor tem dificultado decisões comerciais em toda a cadeia exportadora. A falta de previsibilidade preocupa principalmente porque o pico dos envios brasileiros de frutas ocorre no segundo semestre, período em que contratos internacionais e programações logísticas precisam ser definidos com antecedência.
Diante desse cenário, a tendência é de manutenção da cautela nas negociações externas, com parte dos exportadores priorizando o mercado interno ou avaliando redirecionamento de volumes para outros destinos até que haja maior clareza e estabilidade nas regras de acesso ao mercado dos Estados Unidos.