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Feijão segue valorizado em meio à restrição de oferta e incertezas climáticas

O mercado de feijão segue operando em cenário de valorização em maio, tanto para o carioca quanto para o preto, refletindo a restrição de oferta e as incertezas climáticas observadas principalmente na região Sul do País, destaca o Indicador Cepea/CNA.

A média dos preços regionais do feijão carioca levantados pelo indicador em maio, até o dia 15, apresenta valorização anual superior a 70%, atingindo os maiores patamares da série histórica, iniciada em setembro de 2024. Para o feijão preto, a variação anual é de 32,3%, sustentada principalmente pelo menor volume de produção nesta safra.

De acordo com o Cepea/CNA, as valorizações seguiram disseminadas no mercado ao longo da semana. A demanda permaneceu concentrada principalmente no Paraná, em função do atual ritmo de colheita no estado, com parte dos grãos apresentando elevada umidade e demandando passagem por secadores.

O movimento de cautela e de restrição da oferta ganhou força após as geadas registradas no início da semana no Sul do País, especialmente em áreas de baixada. Segundo agentes consultados, os impactos nas lavouras ainda estão sendo avaliados.

Feijão preto – Entre os dias 8 e 15 de maio, as cotações avançaram diante da procura por novos lotes e da postura mais firme dos produtores, atentos aos possíveis prejuízos nas lavouras mais tardias. Em Curitiba, os preços subiram 14,08%, enquanto na Metade Sul do Paraná o avanço foi de 14,29%. Em Itapeva/SP, a valorização foi de 8%.

Carioca (notas 8 e 8,5) – Os aumentos também prevaleceram nas praças acompanhadas, impulsionados pela demanda aquecida e pela limitada oferta de lotes. As maiores altas ocorreram novamente no Paraná: na Metade Sul do estado, os preços avançaram 12%, e, em Curitiba, 10,71%.

Já para o feijão carioca peneira 12, ou nota 9 ou superior, a escassez de lotes que atendam ao padrão exigido pelas indústrias segue sustentando as cotações em níveis recordes. Na semana, o destaque foi o Noroeste de Minas Gerais, onde os preços subiram 8,29% devido ao baixo volume de grãos armazenados disponíveis. Na Metade Sul do Paraná, as valorizações foram de 3,33%, limitadas pelas condições de qualidade e pelas variedades ofertadas.

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