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China mantém tarifa sobre soja dos EUA e favorece Brasil

A redução recíproca de tarifas anunciada entre as duas maiores economias do mundo trouxe alívio para diversos produtos agropecuários, mas deixou a soja em grão fora do pacote. A decisão mantém uma barreira relevante para o comércio do grão e preserva uma vantagem competitiva importante para outros fornecedores, entre eles o Brasil.

O acordo, anunciado em 28 de setembro, prevê cortes tarifários em um pacote de US$ 60 bilhões e inclui trigo, milho, sorgo, óleos vegetais, farelos, carnes e lácteos. Óleo e farelo de soja também foram contemplados. Já a soja norte-americana continua sujeita a uma tarifa retaliatória de 10% na China, o que restringe a atuação de importadores privados e mantém as compras concentradas principalmente em empresas estatais.

A Associação Americana de Soja demonstrou insatisfação com a exclusão do grão, mas avaliou positivamente o compromisso chinês de adquirir pelo menos 25 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos por ano em 2026, 2027 e 2028. A entidade considera que esse volume oferece maior previsibilidade aos produtores e defende novas negociações para ampliar o acesso ao mercado chinês.

Estados Unidos e China também assumiram o compromisso de realizar mais duas reuniões antes do prazo da nova trégua comercial, em 10 de janeiro de 2027. A associação afirmou ainda que políticas voltadas ao biodiesel seguem relevantes para sustentar a demanda doméstica pela soja norte-americana.

Para o Brasil, o cenário mantém atenção sobre o mercado chinês. Segundo o material, a China compra cerca de 71% de sua soja do Brasil, favorecida por custos de chegada mais baixos e pela produção recorde da América do Sul. O país passou a ocupar a posição de principal fornecedor após a guerra comercial iniciada em 2018.

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