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Informações levantadas pela Pátria Agronegócios dão conta de que as exportações de soja do Brasil para a China já estão começando a se normalizar com um nova medida do MAPA (Ministério da Agricultura). A pasta emitiu um novo ofício, ainda na noite desta sexta-feira (13), que flexibiliza os embarques da oleaginosa para a nação asiática.
“Temos a confirmação pelo MAPA de quem um novo ofício foi publicado para que tudo volte à normalidade”, afirmou Matheus Pereira, diretor da Pátria. “O Ministério da Agricultura volta atrás sobre uma normativa técnica que não cabia ser aplicada neste exato momento onde precisamos colocar soja para fora do Brasil. Assim, esperamos uma regularidade da próxima semana em diante”, completa.
Representantes da China e do Brasil deverão se reunir na próxima semana para discutir os protocolos fitossanitários e os processos de inspeção para trazer ainda fluidez ao mercado.
As notícias sobre este tema ganharam ainda mais força e repercussão nesta semanam, quando a Cargill anunciou que estava suspendendo suas exportações de soja pela China por dificuldades em atender as novas normas do MAPA. O ministro da Agricultura Carlos Fávaro rebateu a multinacional, afirmando que não iria precarizar o sistema nacional de inspeção e que a empresa sabia das mudanças em andamento.
Embora não as alterações em curso não sendo novidade, quando a Cargill informou sobre sua decisão, o mercado brasileiro de soja perdeu bastante liquidez nesta semana, pressionando os prêmios de forma significativa nos últimos dias.
Até o momento, ainda segundo dados apurados pela Pátria, o Brasil já comprometeu cerca de 27 milhões de toneladas com a exportação, volume 25% maior do que no mesmo período do ano passado e 44% a mais do que a média dos últimos cinco anos. “Nunca colocamos tanta soja para fora do nosso país neste período”, afirma Matheus Pereira. O lineup do país se aproxima de 15 milhões de toneladas, “e isso é um recorde. E não sazonal, histórico, sendo 8% maior do que o total do ano passado e 20% em relação à média dos últimos cinco anos”.
Pereira lembra ainda que o Brasil vive dias de chuvas intensas e incessantes em algumas regiões importantes de produção, o que limita o avanço da colheita da soja 2025/26. Entre elas estão Minas Gerais, Rondônia, Goiás, centro-oeste e centro-leste de Mato Grosso, o que já dificulta ainda mais o dia a dia dos produtores destas regiões.
E na última sexta, a consultoria informou que a colheita da soja no Brasil já alcançava 57,43% da área total, ainda abaixo do mesmo período do ano passado – de 66,03% – e da média dos últimos cinco anos de 57,88%.

“O ritmo nacional registrou patamares abaixo das duas últimas safras e levemente inferior à média dos últimos 05 anos. As produtividades seguem oscilando , mas, no geral, a safra ainda é avaliada como positiva, apesar das quebras por excessos de chuvas no Centro do país, afirmou a consultoria.