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Os preços futuros da soja iniciaram a sexta-feira (23) próximos da estabilidade na Bolsa de Chicago (CBOT), após a recuperação registrada no pregão anterior. Os principais vencimentos apresentam pequenas oscilações entre altas e baixas, em um mercado que avalia o impacto das fortes vendas americanas para a China e a pressão exercida pelo avanço da colheita nos Estados Unidos.
Por volta das 7h23 (horário de Brasília), o contrato novembro/26 era negociado a US$ 12,5250 por bushel, com recuo de 0,50 cent. O janeiro/27 também perdia 0,50 cent, cotado a US$ 12,6425, enquanto o março/27 registrava a mesma variação negativa, valendo US$ 12,7100. Em sentido contrário, o maio/27 avançava 0,50 cent, negociado a US$ 12,7925, e o julho/27 subia 0,50 cent, para US$ 12,8450 por bushel.
O comportamento desta manhã ocorre depois de uma quinta-feira de valorização, quando o novembro/26 encerrou a sessão a US$ 12,5300 por bushel, com alta de 0,62%. A recuperação interrompeu a sequência recente de perdas e ganhou força após a divulgação dos números semanais de vendas externas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O relatório mostrou que os exportadores americanos registraram vendas líquidas de aproximadamente 2,84 milhões de toneladas de soja da temporada 2026/27 na semana encerrada em 15 de outubro. A China respondeu por cerca de 2,18 milhões de toneladas, aproximadamente 77% do total, embora parte desse volume corresponda a transferências de negócios anteriormente registrados para destinos não identificados.
Os embarques efetivamente realizados também avançaram, alcançando aproximadamente 2,02 milhões de toneladas, crescimento de 75% em relação à semana anterior. Segundo análise da StoneX, as vendas semanais americanas atingiram o maior volume desde novembro de 2023, reforçando a importância da retomada das compras chinesas para o escoamento da produção dos Estados Unidos.
Apesar dos resultados positivos da demanda, a colheita norte-americana continua entre os principais fatores de atenção. Até o último domingo (18), os produtores haviam colhido 64% da área cultivada com soja, ante 46% na semana anterior. As previsões de condições predominantemente secas no Meio-Oeste americano favorecem a continuidade dos trabalhos e a chegada de novos volumes do grão ao mercado.
No Brasil, os operadores acompanham o plantio da safra 2026/27 e as condições meteorológicas nas regiões produtoras. As previsões indicam aumento das chuvas no Centro-Oeste na próxima semana, o que pode favorecer a reposição da umidade do solo, enquanto precipitações mais intensas no Sul podem provocar interrupções temporárias das atividades de campo.
A evolução das aquisições chinesas e o desenvolvimento da safra sul-americana continuarão sendo acompanhados pelos investidores, que buscam avaliar se a recuperação da demanda americana terá força suficiente para sustentar os preços diante da disponibilidade elevada do grão.