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Os preços da soja continuam subindo na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (5) e vão intensificando seus ganhos. Por volta de 12h50 (horário de Brasília), as altas variavam de 11,25 a 14,50 pontos nos principais vencimentos, levando o março a US$ 10,59 e o o maio a US$ 12,75 por bushel. Os futuros do grão acompanham as altas generalizadas das commodities nesta primeira sessão cheia de 2026, com destaque para os ganhos do milho e do farelo na CBOT, ambos subindo mais de 1%.
“Os futuros sobem hoje de olho nos riscos geopolíticos e na inflação. O tema em 2026 vai ser inflação e dolarização. Mais estímulos, cortes de juros e busca por ativos como defesa da perda de valor de moedas fortes”, explica o time da Agrinvest Commodities.
Em sua entrevista no Bom Dia Agronegócio desta segunda-feira, Eduardo Vanin, diretor da consultoria, detalhou o início de 2026 para os macrocenários, apontando como um dos principais direcionadores do mercado este impacto no dólar com a presença mais extensa dos EUA no mundo. “O xerife voltou”, disse Vanin.
Reveja sua entrevista completa:
Nos últimos dias, os traders têm estado muito atentos à captura de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, pelos Estados Unidos e o impacto que isso acarretará nos mercados, em especial o de petróleo.
Entre os fundamentos, o clima e o desenvolvimento da nova safra na América do Sul, com a colheita já se iniciando no Brasil, e a demanda da China. A nação asiática fez boas compras nos EUA no final de 2025, porém, não concluindo o objetivo das 12 milhões de toneladas como se esperava. As expectativas estão agora sobre este início de ano e os preparos para o período do Ano Novo Lunar.
“As previsões climáticas seguem positivas para a finalização da safra brasileira, com uma melhoras nas previsões de curto prazo para a Argentina”, traz o reporte diário do Grupo Labhoro.