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Os preços da soja ampliam as altas na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (30), depois de o mercado receber mais um sinal de demanda pela oleaginosa norte-americana. Exportadores privados reportaram ao USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) a venda de 105 mil toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega prevista durante o ano comercial 2026/27.
Por volta das 10h47 (horário de Brasília), as altas entre os contratos mais negociados variavam de 11,50 a 12,50 pontos. O novembro/26 subia 12 pontos, negociado a US$ 13,0975 por bushel, enquanto o janeiro/27 avançava 12,50 pontos, para US$ 13,2525. O março/27 ganhava 12 pontos e valia US$ 13,3350 por bushel.
O anúncio ganha importância em um momento no qual a demanda tem sido um dos principais pontos de sustentação para as cotações em Chicago. Na terça-feira (29), os futuros da soja já haviam terminado em alta, com o contrato novembro avançando 0,7%, diante da percepção de maior interesse comprador pela soja norte-americana e também de demanda firme pelo esmagamento. Além disso, o USDA vem registrando uma sequência de vendas pontuais ao longo de setembro. Entre os negócios recentes estão 120 mil toneladas para a China anunciadas em 24 de setembro, 111 mil toneladas no dia 18 e 272 mil toneladas para os chineses, além de 206,5 mil toneladas para destinos desconhecidos, reportadas no dia 10.
Apesar da melhora da demanda, o mercado continua atento à China. A soja ficou fora da lista de produtos agrícolas contemplados pelas reduções tarifárias acertadas recentemente entre Washington e Pequim, enquanto milho, trigo, óleo e farelo de soja foram incluídos. Além disso, margens de esmagamento fracas e estoques elevados têm limitado o apetite dos compradores privados chineses pela soja norte-americana.
“Já reservamos remessas para todo o mês de outubro e grande parte de novembro do Brasil e da Argentina”, disse um alto executivo de uma empresa chinesa de processamento de oleaginosas à Reuters. “A maioria dessas cargas chegará por volta do período de alta demanda do Ano Novo Chinês. Não temos interesse em fazer mais compras, pois isso acarretaria prejuízos”.
Nesse cenário, compradores privados chineses continuam encontrando maior competitividade na soja da América do Sul, especialmente de Brasil e Argentina, enquanto as importações do produto norte-americano permanecem mais dependentes das compras realizadas pelas empresas estatais chinesas.
Paralelamente, o mercado atua também esperando pelo novo boletim de estoques trimestrais norte-americanos que será reportado hoje pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), com os números na posição de 1º de setembro.