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Os preços internacionais da soja iniciaram a quarta-feira (21) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), prolongando as perdas registradas nos últimos dois pregões. A continuidade da colheita nos Estados Unidos e a perspectiva de maior disponibilidade da oleaginosa seguem pressionando as cotações, apesar dos sinais recentes de recuperação da demanda chinesa.
Por volta das 8h47 (horário de Brasília), o contrato novembro/26 era negociado a US$ 12,4300 por bushel, com desvalorização de 5,25 pontos. O janeiro/27 recuava 5,75 pontos, cotado a US$ 12,5775, enquanto o março/27 perdia 6,50 pontos, valendo US$ 12,6675 por bushel. Os vencimentos maio/27 e julho/27 também apresentavam baixas, de 6,50 e 6,75 pontos, respectivamente.
O mercado acumula pressão desde o início da semana. Na terça-feira (20), a soja encerrou o pregão em queda, mesmo após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciar uma nova venda privada de 612 mil toneladas para a China, destinada à temporada comercial 2026/27.
Segundo análise publicada nesta quarta-feira pelo Agriculture.com, os futuros de soja e milho recuaram durante a madrugada diante da continuidade dos trabalhos de colheita nos Estados Unidos. O último relatório de progresso das lavouras do USDA mostrou que 64% da área de soja havia sido colhida até 18 de outubro, avanço de 18 pontos percentuais em uma semana e resultado próximo da média histórica de 65%.
As condições meteorológicas favoráveis à continuidade da colheita mantêm a perspectiva de entrada de novos volumes da oleaginosa no mercado americano. Em análise divulgada na terça-feira, a DePutter Publishing também destacou que a pressão sazonal da oferta tem prevalecido sobre os sinais positivos da demanda externa.
As compras chinesas continuam, entretanto, sendo acompanhadas pelos investidores. Além da nova venda anunciada na terça-feira, o USDA informou no início da semana que as inspeções de exportação de soja americana alcançaram aproximadamente 2 milhões de toneladas, crescimento superior a 80% na comparação semanal, com a China liderando os destinos.
Dados alfandegários chineses divulgados pela Reuters também mostraram a retomada das importações de soja americana em setembro. Apesar disso, no acumulado de janeiro a setembro, os volumes provenientes dos Estados Unidos ainda ficaram 34% abaixo dos registrados no mesmo período de 2025, enquanto as importações provenientes do Brasil cresceram 3,4%.
O mercado segue avaliando se a recuperação das compras chinesas será suficiente para absorver a oferta da nova safra americana e limitar novas perdas em Chicago.