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Soja cai mais de 1% em Chicago com grãos pressionados e mercado devolvendo prêmio de Trump-Xi

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Os preços da soja caem forte na Bolsa de Chicago na manhã desta sexta-feira (25), ampliando as perdas da sessão anterior e devolvendo parte do prêmio construído pelo mercado nos últimos dias em torno do encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping. Por volta das 7h25 (horário de Brasília), o contrato novembro perdia 12,75 pontos, negociado a US$ 13,04 por bushel. Janeiro recuava 13 pontos, para US$ 13,19, enquanto março caía 13,25 pontos, cotado a US$ 13,26 por bushel. Cotações acompanhadas nesta manhã confirmavam perdas superiores a 13 pontos no novembro.

A pressão, porém, não está restrita à soja. Os principais mercados agrícolas negociados em Chicago operam no vermelho nesta manhã, reforçando o movimento negativo da oleaginosa. Perto do mesmo horário, o milho recuava quase 2%, enquanto o trigo perdia mais de 2%. Dentro do complexo soja, farelo e óleo também trabalhavam com perdas superiores a 1%. 

O movimento conjunto dos grãos acontece depois de dias de forte expectativa em torno do encontro entre Trump e Xi e da possibilidade de novos anúncios para o comércio agrícola entre Estados Unidos e China. Soja e outros produtos agrícolas americanos estiveram entre os temas de interesse antes da reunião. No entanto, os produtores dos EUA buscavam compromissos adicionais de compras chinesas, embora analistas já avaliassem antes do encontro que novos grandes acordos poderiam não ser anunciados. Dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicavam ainda que a China avançava no cumprimento dos compromissos já assumidos para a soja, enquanto o compromisso mais amplo para produtos agrícolas caminhava mais lentamente. 

Assim, sem novos compromissos concretos de compras agrícolas capazes de ampliar imediatamente a demanda, Chicago passa a retirar parte do prêmio incorporado às cotações antes da reunião e volta suas atenções aos fundamentos de oferta e demanda.

A China, entretanto, continua presente no mercado norte-americano, o que limita uma leitura simplesmente negativa sobre a demanda e o ritmo ainda supera o observado no mesmo período de 2025. 

Ao mesmo tempo, números mais fracos das vendas semanais americanas reportados nesta quinta (25) adicionam pressão às cotações. Com a entrada da nova safra dos Estados Unidos, o mercado precisa encontrar demanda suficiente para absorver uma disponibilidade física crescente, fazendo com que o ritmo das compras chinesas ganhe ainda mais importância nas próximas semanas.

O comportamento dos mercados vizinhos amplia a pressão desta sexta-feira. Assim, depois de semanas em que as expectativas sobre a China ajudaram a sustentar as cotações, os fundamentos voltam ao primeiro plano em Chicago. O ritmo das compras chinesas, o avanço da colheita norte-americana e o comportamento dos mercados vizinhos deverão continuar direcionando os negócios nesta sexta-feira.

Xi Jinping segue nos EUA e ainda cumpre agendas com Donald Trump nesta sexta-feira, porém, as expectativas do mercado estão postas agora sobre os dois novos possíveis que os líderes ainda poderão realizar neste ano, um nos EUA e outro na China. Até lá, mais notícias e acordos, segundo especialistas, poderiam ser costurados. 

No Brasil, o produtor acompanha ainda o comportamento do dólar e dos prêmios nos portos, que poderão amenizar ou potencializar no mercado doméstico as perdas observadas na bolsa norte-americana.

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