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Soja fecha 2ª feira com leves altas em Chicago, acompanhando avanço forte do óleo

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A segunda-feira (6) foi de estabilidade para os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago, mas também de fechamento positivo. As cotações fecharam o dia com pequenos ganhos de pouco mais de 1 ponto nas posições mais negociadas, apoiadas no óleo de soja, que encerrou a primeira sessão da semana com mais de 1% de avanço. 

Os futuros do derivado subiram na esteira, mais uma vez, do petróleo, que reagiu às notícias vindas do Oriente Médio, com Irã e Estados Unidos rejeitando uma proposta de cessar-fogo apresentada por países que têm auxiliado em uma busca por paz entre as duas nações, ou ao menos uma desescalada das tensões. Tanto brent, quanto WTI vão concluindo os negócios mais mais de 0,5% de alta, após testarem algumas baixas no início do dia. 

Além da alta do petróleo, os baixos estoques do óleo de palma na Malásia também dão um suporte importante aos óleos vegetais, incluindo o de soja. 

Segue no radar dos investidores a conclusão da safra sul-americana, com destaque para o Brasil, onde a colheita avança, mas ainda gera dúvidas quanto à qualidade e à logística em algumas regiões. Ao mesmo tempo, o mercado continua monitorando a demanda internacional, especialmente da China, se preparando para a reunião de Donald Trump e Xi Jinping em maio. 

Nesta segunda-feira, os números acima do esperado dos embarques semanais de soja reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) também deram suporte aos preços na CBOT. 

Na semana encerrada em 2 de abril, os EUA embarcaram 779,352 mil toneladas de soja, enquanto o mercado esperava algo entre 400 mil e 750 mil toneladas. Ainda assim, no acumulado da temporada, o país tem embarcadas 30,670 milhões de toneladas, 26% a menos do que no mesmo período do ano passado. 

Assim, a demanda pela soja norte-americana é acompanhada de perto, ao mesmo tempo em que, no Brasil, as exportações continuam fortes, registrando números recordes, com lineups maiores do que no mesmo período de 2025 em cerca de 17%. 

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