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Soja opera de lado em Chicago nesta tarde de 5ª, com farelo caindo e óleo subindo

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Os futuros da soja continuam trabalhando com estabilidade na Bolsa de Chicago nesta tarde de quinta-feira (30), depois de um início de semana bastante volátil. Por volta de 14h (horário de Brasília), os preços subiam entre 0,25 e 2 pontos, com o julho cotado a US$ 11,96 e o agosto a US$ 11,90 por bushel. 

O mercado do grão, mais uma vez, segue dividido entre os derivados. Enquanto o óleo sobe mais de 0,5%, o farelo perde mais de 1% e deixa os preços da soja sem uma direção clara na CBOT. As cotações são limitadas também pelas perdas do trigo – de quase 3% – e do milho, que são de pouco mais de 0,6% na tarde de hoje. 

“Do ponto de vista técnico, o mercado ainda mantém viés construtivo, sustentado acima da média móvel de 50 dias (~US$ 11,85), mas o movimento recente levanta atenção para possível reversão de curto prazo, caso as perdas se consolidem”, como explica o head de commodities da Granel Corretora, Gilberto Leal.

Os agentes seguem atentos ao andamento da safra nos Estados Unidos, as condições climáticas no Meio-Oeste americano e o comportamento da demanda global, especialmente por parte da China, o que alimenta as expectativas da reunião entre Donald Trump e Xi Jinping prevista para o mês que vem. 

O cenário externo também permanece no radar, com a geopolítica exercendo influência ainda intensa sobre os mercados de commodities. As oscilações no petróleo e em outros ativos seguem contribuindo para um ambiente de volatilidade, que impacta diretamente o complexo soja. 

Nesta quinta, brent e WTI vinham dando sequência aos ganhos, porém, perderam força e voltaram a operar no vermelho, com baixa de mais de 2% do WTI. Ambos, porém, ainda opervam acima dos US$ 100,00 por barril. Ainda assim, o mercado continua monitorando a falta de acordo entre Irã e EUA e o estreito de Ormuz ainda fechado.

No Brasil, o dólar volta a recuar, a perder os R$ 5,00  e os preços da oleaginosa no mercado nacional permanecem sem espaço para um fôlego. Ainda assim, os produtores avançam com vendas por necessidade de pagamento de contas, principalmente neste 30 de abril. 

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