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Os preços da soja continuam subindo levemente na Bolsa de Chicago no início desta terça-feira (6). Os principais vencimentos subiam entre 1,25 e 4,25 pontos nas posições mais negociadas, levanod o março a US$ 10,63 e o maio a US$ 10,75 por bushel.
Sobem também os futuros do farelo e do óleo de soja, ambos voltando ao campo positivo depois de começarem o dia com pequenas baixas. O óleo veio acompanhando o petróleo, que também subia, diante das tensões entre Estados Unidos e Venezuela.
O mercado encontra um leve suporte no anúncio do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) de uma nova venda de 336 mil toneladas de soja para a China, sendo todo o volume da safra 2025/26. “Mas, a demanda ainda fraca de outros países é um ponto de alerta e limita maiores ganhos”, explica o analista da Pátria Agronegócios, Pedro Vasconcelos.
O mercado segue intensamente politizado. As tensões crescentes entre Venezuela e Estados Unidos estão no centro das atenções dos traders e principais players mundo afora, bem como os demais cenários geopolíticos tensionados em outras partes do mundo. As relações dos EUA com seus pares e o conflito entre Rússia e Ucrânia também estão em evidência.
Entre os fundamentos, a safra da América do Sul é a que mais exige monitoramente, com o clima em foco, principalmente onde as lavouras ainda estão se desenvolvendo ou, no Brasil, onde a colheita já começou. As expectativas, ao menos até o atual momento, é de uma safra robusta chegando do Brasil nos próximos meses.
No mercado brasileiro, os preços têm certa estabilidade, porém, sentem a pressão do dólar, que se intensifica e testa suas mínimas em três meses. Perto de 13h (Brasília), a moeda americana tem 0,7% de baixa e vale R$ 5,37. Os novos negócios ainda são tímidos nesta primeira semana cheia depois das festas de final de ano.