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Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam em alta na na Bolsa de Chicago na manhã desta quinta-feira (24), enquanto o mercado concentra suas atenções em Washington para o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping.
Por volta das 7h20 (horário de Brasília), o novembro subia 7,50 pontos, cotado a US$ 13,25 por bushel, enquanto o janeiro avançava 7,25 pontos, para US$ 13,41. Março e maio ganhavam 6 pontos, valendo, respectivamente, US$ 13,48 e US$ 13,56 por bushel.
As altas desta manhã recuperam parte das perdas da sessão anterior. Mais do que os fundamentos tradicionais de oferta e demanda, porém, é a política comercial que domina o comportamento dos preços nesta quinta-feira.
Xi está em Washington para uma visita de Estado aos Estados Unidos, e a agricultura — especialmente a soja — deverá ocupar espaço importante nas conversas com Trump. Produtores americanos pressionam por mais compras chinesas de produtos agrícolas e pela redução das tarifas retaliatórias impostas por Pequim.
A expectativa do mercado se concentra principalmente em eventuais novos compromissos chineses de compra. Segundo a Casa Branca, Pequim havia se comprometido a adquirir 25 milhões de toneladas de soja americana por ano até 2028. A China não confirmou publicamente o acordo nesses termos, embora as compras recentes indiquem avanço em direção ao volume anunciado pelos Estados Unidos.
Nas últimas semanas, inclusive, compradores chineses voltaram com força ao mercado norte-americano. No início de setembro, a China adquiriu cerca de 1 milhão de toneladas de soja dos EUA, levando suas compras para perto da metade daquele volume anual de 25 milhões de toneladas anunciado por Washington.
Ao mesmo tempo, permanece no radar a tarifa adicional de 10% sobre produtos americanos, que limita a competitividade da soja dos EUA principalmente entre os esmagadores privados chineses. A possibilidade de mudanças nas tarifas agrícolas é, portanto, um dos pontos acompanhados pelo mercado nesta quinta-feira.
No campo dos fundamentos, a entrada da nova safra norte-americana continua oferecendo alguma resistência às cotações. A colheita da soja chegou a 12% da área até domingo, contra 8% na média dos últimos cinco anos, ampliando a disponibilidade física justamente quando o mercado americano precisa manter um ritmo forte de exportações.
Além da reunião entre Trump e Xi, os traders acompanham nesta quinta-feira o novo relatório semanal de vendas para exportação do USDA, outro indicador importante para medir o ritmo da demanda pela soja norte-americana.
Assim, Chicago começa o dia sustentada pela expectativa, mas à espera de fatos. Depois de as compras chinesas ajudarem a alimentar as altas recentes, novos compromissos de Pequim — ou eventuais mudanças tarifárias — podem dar novo direcionamento às cotações.