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O mercado da soja vem intensificando seus ganhos na Bolsa de Chicago no início da tarde desta quarta-feira (28), ao mesmo tempo em que o dólar segue recuando frente ao real. Por volta de 12h20 (horário de Brasília), as cotações subiam de 11,25 a 13,75 pontos nos principais contratos, levando o março a US$ 10,81 e o maio a US$ 10,93 por bushel.
Segundo explicam analistas e consultores, o mercado registra um movimento técnico de ajustes e recuperação, ao mesmo tempo em que aproveita o estímulo vindo do dólar em baixa frente ao real. Na sessão de hoje, a moeda americana chegou a operar abaixo dos R$ 5,20, servindo como um catalisador para os futuros da oleaginosa na CBOT. Ainda hoje, os traders vivem mais uma ‘super quarta’, esperando pela decisão do Federal Reserve sobre os juros nos Estados Unidos, deixando o mercado mais cauteloso e na defensiva.
Também no radar dos traders há o monitoramento do mercado do farelo de soja, que sobe mais de 1% nesta terça-feira, de olho no clima da Argentina nos próximos dias, vindo registrando uma semana de bastante volatilidade.
“Os mercados agrícolas operam em alta em Chicago, sustentados por dois vetores principais: Clima quente e seco na Argentina, elevando o risco para soja e milho e o dólar americano enfraquecido, próximo das mínimas de quatro anos, aumentando a competitividade das exportações dos EUA. Soja, milho e trigo sobem na CBOT, com suporte adicional vindo da demanda internacional e do movimento cambial”, afirma o head de commodities da Granel Inteligência de Mercado, Gilberto Leal.
No Brasil, os preços da soja seguem pressionados apesar do fôlego que os futuros registram em Chicago. A pressão vem, principalmente, do dólar em queda – tendo a moeda americana fechado ontem nas mínimas de quase dois anos – e de uma logística que começa a mostrar-se mais comprometida agora, encarecendo os custos ao produtor e tirando dos valores firmados no interior do país.
Por outro lado, os prêmios ainda firmes são um ponto de suporte importante para as cotações no mercado nacional, contabilizando, portanto, duas das três pernas que formam os preços da soja no Brasil positivas, ao menos neste 287 de janeiro.