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Soja trabalha com estabilidade em Chicago nesta manhã de 3ª feira, após limite de baixa na sessão anterior

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Os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago operam com estabilidade nesta manhã de terça-feira (17), após a forte pressão observada na sessão anterior, quando os contratos chegaram a testar limites de baixa. O mercado busca agora uma recuperação técnica, ensaiando um movimento de ajuste e retomada de fôlego, ainda que de forma cautelosa. Assim, por volta de 7h10 (horário de Brasília), o mercado operava em campo misto, com os dois primeiros contratos ainda recuando – perdendo de 2,50 a 4,50 pontos, com o maio sendo cotado a US$ 11,50 por bushel, enquanto o setembro subia 6,25 pontos para valer US$ 11,28. 

No mesmo momento, o farelo operava em baixa, com perda de pouco mais de 0,2% e US$ 311,40 por tonelada curta, enquanto o óleo registrava um ligeiro ganho de 0,2% para 64,05 cents de dólar po libra-peso, após despencar mais de 5% na sessão anterior. 

Na véspera, as cotações recuaram de maneira expressiva, refletindo um ambiente de incerteza no cenário internacional, especialmente no que diz respeito às relações comerciais entre Estados Unidos e China. 

Já no pregão de hoje, o comportamento é mais contido, com os preços oscilando dentro de um intervalo mais estreito, indicando um mercado dividido entre fatores técnicos e fundamentais. Ontem, as baixas intensas entre os futuros da oleaginosa refletiram uma forte movimentação de vendas de posições por parte dos fundos investidores, que apostaram em posições compradas chegando a registrar recordes nas últimas semanas. 

Entre os principais direcionadores do mercado agora está o avanço das negociações comerciais entre Estados Unidos e China, que acontecem nesta semana em Paris. As conversas são vistas como construtivas e incluem discussões sobre a ampliação do comércio agrícola, com possibilidade de manutenção ou até incremento das compras chinesas de produtos norte-americanos, incluindo a soja. Este ainda é um fator que contribui para limitar perdas mais intensas e oferecer algum suporte às cotações.

Ao mesmo tempo, o mercado monitora as expectativas para um possível encontro entre o presidente americano Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping, previsto para as próximas semanas. No entanto, há incertezas sobre a realização dessa reunião, que pode ser adiada em função do agravamento dos conflitos no Oriente Médio.

Assim, o cenário geopolítico mais tenso, somado às oscilações nos mercados de energia e derivados da soja mantém os investidores em posição defensiva, principalmente depois das baixas agressivas da última sessão, as quais tiraram até R$ 8,00 por saca dos preços da soja no mercado brasileiro, segundo relato de produtores, consultores e analistas de mercado ao Notícias Agrícolas. 

Após as quedas recentes, o atual movimento de recuperação em Chicago, ainda de acordo com os especialistas, reflete mais um ajuste técnico do que uma mudança consistente de tendência.

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