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O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe um relatório bastante intenso e derrubou o mercado de grãos na Bolsa de Chicago. Tanto na soja, quanto no milho o relatório trouxe um expressivo aumento dos estoques finais, os números ficam acima do esperado e pressionam severamente a CBOT.
SOJA
Os estoques finais de soja dos EUA passaram de 7,89 para 9,53 milhões de toneladas. Além disso, o USDA ainda revisou para baixo sua estimativa para as exportações de soja dos EUA de 44,50 para 42,86 milhões de toneladas, ao passo em que manteve inalterada a importação da oleaginosa pela China em 112 milhões de toneladas.
Ainda no quadro dos Estados Unidos, o boletim trouxe maior área destinada à oleaginosa, mas mantendo a produtividade em 59,4 sacas por hectare.
O reporte indica ainda um aumento nos estoques finais globais de soja 2025/26, que passaram de 122,37 para 124,41 milhões de toneladas.
O USDA também mexeu em suas estimativas para a safra nova da América do Sul, estimando a produção brasileira em 178 milhões de toneladas. Já a da Argentina permaneceu inalterada em 48,50 milhões de toneladas.

MILHO
Os estoques finais de milho, por sua vez, subiram de 51,54 para 56,57 milhões de toneladas. A média esperada pelo mercado era de 50,09 milhões. O USDA, afinal, ampliou a área colhida norte-americana e trouxe maior produtividade – de 194,56 para 195,06 sacas por hectare.
O reporte trouxe ainda um aumento nos estoques finais mundiais do cereal, os quais passaram de 279,1 para 290,9 milhões de toneladas.
