Por Roberto Samora
SÃO PAULO (Reuters) – A área plantada com soja do Paraná em 2025/26 foi estimada nesta quinta-feira em cerca de 5,8 milhões de hectares, aumento de 1% na comparação com a temporada anterior, mas não deve ser recorde, de acordo com o primeiro levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) sobre a nova temporada.
O Paraná, que tem sido o segundo produtor de soja do Brasil, poderia ampliar a produção da oleaginosa em 4% ante a colheita anterior, para cerca de 22 milhões de toneladas, segundo os números preliminares do órgão da secretaria de agricultura do Estado.
A estimativa considera um aumento da produtividade para 3,8 toneladas por hectare, versus 3,67 t/ha em 2024/25, se o clima colaborar com a safra, cujo plantio deve começar em setembro.
O Estado, que tem uma agricultura em áreas consolidadas, já semeou mais de 5,8 milhões de hectares de soja na safra 2023/24, que superaria por pouco o total estimado para a nova temporada, segundo dados do Deral.
A produção prevista — em dados que são revisados mensalmente ao longo da safra — também não seria recorde, já que o Estado produziu 22,3 milhões de toneladas em 2022/23.
A soja responde por grande parte da área plantada com culturas agrícolas na primeira safra do Estado. Incluindo milho, feijão, arroz e amendoim, o total seria de 6,24 milhões de hectares, um patamar abaixo do recorde de 6,85 milhões de hectares, em 2021/22, segundo dados do Deral.
A área de milho primeira safra deverá crescer 12% na comparação com a temporada passada, para 315 mil hectares, um tamanho relativamente pequeno perto da segunda safra, que marcou quase 2,8 milhões de hectares em 2024/25.
“O crescimento do milho é mais pela região. O produtor (na primeira safra) está mais concentrado no sul do Estado, e com a cultura do feijão não tão atrativa, o milho acaba sendo uma alternativa interessante”, disse o especialista do Deral Edmar Gervásio.
Além disso, no sul do Estado, o produtor evita fazer o milho na segunda safra — dominante na maior parte do Paraná — por questões climáticas.
O Deral registrou nesta semana plantio em 1% da área estimada para o milho primeira, mas ainda não apontou um percentual de semeadura para soja.
O órgão do governo do Estado estimou ainda a produção de trigo de 2025 em 2,62 milhões de toneladas, praticamente estável na comparação mensal, em momento em que os produtores estão iniciando a colheita.
O clima tem sido de maneira geral favorável, já que o Deral prevê aumento de 13% na produção do cereal ante a temporada passada, apesar de uma queda de 26% da área plantada ante 2024.
(Por Roberto Samora)