O ano de 2026 deverá se caracterizar como o de consolidação dos acompanhamentos de preços de feijão por parte do Cepea/CNA, com ampla divulgação dos preços médios diários em diferentes estados e regiões. Essas divulgações vão continuar permitindo compreender as dinâmicas de mercado entre os diferentes tipos de feijão, bem como entre as diferentes regiões ofertantes e compradoras do País. O Cepea, em parceria com a CNA, também busca ampliar os acompanhamentos de preços de outros produtos, como o de caupi, que, segundo a Conab, corresponde a pouco mais de 20% da oferta nacional. Quanto à produção, a Conab estima a temporada 2025/26 em 3 milhões de toneladas, 1,8% menor que na anterior. Com os estoques iniciais (janeiro/26) de 106,8 mil toneladas e as importações (entre janeiro e dezembro/26) de 21,6 mil toneladas, a disponibilidade interna será de 3,13 milhões de toneladas. Desse total, estima-se o consumo interno em 2,8 milhões de toneladas e as exportações em 214,4 mil toneladas para 2026. Pesquisadores do Cepea reforçam que o consumo permanece igual ao de 2025 e que as exportações são 53,8% menores. Sendo assim, o estoque final deverá ser de 118,4 mil toneladas, semelhante ao de 2020/21 (122,4 mil t) e suficiente para atender a demanda nacional por apenas 2,2 semanas. De qualquer forma, para 2026, pesquisadores do Cepea destacam dois desafios importantes para a cadeia produtiva de feijão. O primeiro é uma forma de alavancar o consumo interno, que apresentou redução superior a 11% nos últimos seis anos. Para compensar, vem o segundo desafio: manter o volume expressivo de exportações, que, em 2025, atingiu números recordes.