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CESB adia inscrições do Desafio de Máxima Produtividade de Soja diante dos desafios da safra 2025/26

A safra brasileira de soja 2025/26 tem sido marcada por um conjunto de desafios agronômicos que vão desde a irregularidade das chuvas até a alta incidência de ferrugem-asiática e o aumento das intervenções de manejo em função da pressão de plantas daninhas. Diante desse contexto, o Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB) decidiu adiar para o dia 27 de fevereiro o início das inscrições do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja.

O Desafio é estruturado em duas categorias: sequeiro e irrigado. Na categoria sequeiro, serão reconhecidos os campeões regionais das cinco grandes regiões produtoras do país: Centro-Oeste, Sul, Nordeste, Norte e Sudeste. Já na categoria irrigado, será definido diretamente o campeão nacional. Entre todos os vencedores, o maior resultado será consagrado como o grande campeão CESB.

O valor da inscrição é de R$ 150,00 para participantes não patrocinados, enquanto produtores que indicarem patrocinadores do CESB terão inscrição gratuita. O regulamento do Desafio e as guias de apoio para o preenchimento dos módulos agronômicos já estão disponíveis no site oficial do Comitê.

Ao longo das últimas safras, os resultados obtidos pelos participantes do Desafio evidenciam uma evolução consistente da produtividade. Na edição mais recente, todos os produtores classificados no TOP 10 superaram a marca de 120 sacas por hectare, patamar que até poucos anos atrás era considerado pouco provável.

Segundo Luiz Silva, diretor executivo do CESB, os números refletem o papel do Desafio como ferramenta estratégica de transferência de tecnologia. “Esse cenário reforça o compromisso do Comitê em estabelecer novos patamares de produtividade, criando um ambiente provocativo de aprendizado, inovação e troca técnica”, afirma.

Com presença em todas as regiões produtoras, o Desafio CESB registra, em média, cerca de 5 mil inscrições por safra, abrangendo aproximadamente 12% das melhores áreas de cultivo de soja do país. “Isso nos permite construir um retrato técnico de alta performance da sojicultura brasileira”, acrescenta Silva.

Mais do que uma competição, o Desafio é definido pelo presidente do CESB, Daniel Glat, como um programa estruturado de geração e disseminação de conhecimento agronômico. “Trabalhamos com resultados reais de campo, auditados por um protocolo patenteado, que inclui georreferenciamento, laudo técnico, registros fotográficos e certificação. Isso garante credibilidade aos dados e reforça o compromisso com uma produção eficiente, de baixo impacto ambiental e elevada responsabilidade social”, explica.

Na avaliação de Sergio Abud, vice-presidente do CESB, o Comitê mantém nesta edição sua missão de estimular ganhos de produtividade de forma sustentável. “Na 18ª edição, a régua de produtividade seguirá em torno de 100 sacas por hectare, considerada adequada ao momento. No entanto, já há estudos avaliando um possível aumento dessa referência nas próximas edições, acompanhando a evolução técnica dos resultados”, destaca.

O rigor das auditorias é um dos pilares do Desafio. De acordo com Lorena Moura, coordenadora técnica do CESB, todo o processo segue um protocolo padronizado e patenteado, aplicado da mesma forma em todas as regiões do país. “As auditorias são acompanhadas integralmente por um auditor, com documentação fotográfica que registra data, horário e coordenadas geográficas”, detalha.

Ela acrescenta que a carga de grãos colhida é enlonada, lacrada e escoltada até a balança, além do acompanhamento da classificação dos grãos quanto a impurezas, umidade e peso de mil grãos (PMG). Ao final, produtores e consultores recebem um laudo completo com informações de manejo e os resultados de produtividade da área auditada.

As auditorias poderão ser acionadas até 15 de abril de 2026, e os resultados finais serão divulgados durante o Fórum Nacional de Máxima Produtividade da Soja, previsto para julho de 2026. O evento consolidou-se como um importante termômetro da evolução tecnológica do agronegócio brasileiro e da capacidade dos produtores de ampliar produtividade com responsabilidade socioambiental.

Após a conclusão do Desafio, todos os participantes receberão um relatório técnico detalhado das áreas auditadas, além de um Certificado de Participação, com a respectiva classificação nacional, regional e estadual. As informações coletadas são tratadas com sigilo e em conformidade com a legislação de proteção de dados.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (15) 3418-2021 ou pelo site, acesse clicando aqui.

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