Pular para o conteúdo Pular para a barra lateral Pular para o rodapé

Produção de feijão cresce em Minas e sustenta liderança no Sudeste

Presente diariamente no prato da população e símbolo do tradicional “arroz com feijão”, o grão que é base da alimentação do brasileiro tem um dia para chamar de seu: 10 de fevereiro. Fonte de proteínas, fibras, ferro e outros micronutrientes, o feijão reúne alto valor nutricional e forte relevância econômica e social, especialmente para a agricultura familiar e para os principais polos produtores do país.

Segundo a analista de agronegócios do Sistema Faemg Senar, Mariana Marotta, as projeções para a safra 2025/26 indicam crescimento de 1,5% na produtividade do feijão em nível nacional. “Apesar desse avanço, a produção total deve registrar leve retração de 0,5%, reflexo da redução estimada de 1,9% na área cultivada”, explica. Para a analista, o cenário revela ganhos de eficiência no campo, mesmo diante dos ajustes na ocupação das lavouras.

Em Minas Gerais, os números são mais favoráveis. A expectativa é de crescimento de 8,6% na produção estadual, com volume estimado em 502,8 mil toneladas, embora os dados ainda dependam da consolidação ao final da safra. “O estado mantém uma trajetória de relativa estabilidade produtiva ao longo da última década, o que garante a liderança na Região Sudeste e a segunda colocação no ranking nacional, com cerca de 16,9% da produção brasileira de feijão”, destaca Mariana Marotta.

A produção do grão ocorre em três safras ao longo do ano. A primeira, conhecida como safra das águas ou de verão, acontece entre novembro e fevereiro e é a mais representativa em Minas Gerais, concentrando aproximadamente 45,3% da produção estadual. A segunda safra vai de dezembro a março, enquanto a terceira, chamada de safra de inverno ou irrigada, ocorre no período seco, entre abril e outubro, considerando todo o ciclo entre plantio e colheita.

Entre os municípios mineiros, Unaí se destaca como o maior produtor de feijão do estado, com forte participação especialmente na safra irrigada, que contribui para maior regularidade de oferta e produtividade.

Desafios sanitários e de mercado

Apesar da relevância do feijão, a cadeia produtiva enfrenta desafios importantes. Um dos principais é a incidência da mosca-branca, transmissora do Mosaico Dourado do Feijoeiro, doença que compromete a produtividade e gera perdas ainda não totalmente mensuradas.

Diante desse cenário, produtores rurais solicitaram apoio do Sindicato e da Federação para a criação de um novo vazio sanitário da cultura. A demanda levou a Comissão Técnica de Grãos do Sistema Faemg Senar a articular esforços com a Embrapa Arroz e Feijão, sindicatos rurais das principais regiões produtoras e a CNA, fortalecendo o alinhamento institucional da iniciativa.

Além do desafio fitossanitário, os produtores enfrentam custos elevados de produção, redução da área plantada e a necessidade crescente de investimentos em tecnologia, irrigação e gestão de riscos, fatores essenciais para a sustentabilidade produtiva e econômica do setor.

Preços refletem oferta restrita

O cenário de mercado também se reflete nos preços. Em 2025, o valor médio do feijão carioca, peneira 8,0 a 8,5, para região do Triângulo Mineiro, foi de R$ 179,00 por saca. Já nos primeiros dias de 2026, o preço médio avançou para R$ 225,45, com mínima de R$ 210,00 registrada no início do mês.

A valorização está associada à redução dos estoques, à menor disponibilidade de grãos de. Mesmo em um período tradicionalmente marcado pelo avanço da colheita da primeira safra, esses fatores têm sustentado preços mais firmes no mercado.

A Agro Xingú Corretora de Grãos trabalha com os melhores grãos do mercado e também deixa você por dentro das últimas novidades e análises sobre do agronegócio.
Não se esqueça de seguir nossas redes sociais.

Acessar Fonte da Notícia