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SÃO PAULO, 12 Fev (Reuters) – A produtividade da safra de soja 2025/26 do Rio Grande do Sul deverá ser impactada “negativamente” pelas condições climáticas recentes no Estado, importante produtor da oleaginosa no Brasil, afirmou a Emater em boletim semanal.
A empresa de assistência técnica rural vinculada ao governo gaúcho vinha mantendo a produtividade inicial projetada antes do início do plantio, mas sinalizou revisão.
“A heterogeneidade na abrangência e no volume das precipitações ocorridas após a entrada de frente fria em 07/02 elevou a variabilidade entre as lavouras, com perdas já consolidadas em áreas com restrição hídrica durante o período crítico de definição de rendimento”, disse a Emater.
Segundo a empresa, as condições climáticas foram desfavoráveis na última semana, caracterizadas por déficit hídrico e temperaturas elevadas, com máximas de 40 °C na região das Missões.
A instituição acrescentou que realizará levantamento de campo na segunda quinzena de fevereiro para a atualização das estimativas de produtividade e produção.
O Estado tem limitado uma produção brasileira de soja ainda maior nos últimos anos, devido a seguidas quebras produtivas.
Nesta quinta-feira, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para cima a projeção brasileira de soja, ainda vendo uma alta de 28,7% na produção do Rio Grande do Sul, para 21,4 milhões de toneladas.
Anteriormente, a Emater apontou uma produtividade média de 3.180 kg/hectare para o Estado, o que seria um salto na comparação com os 2.009 kg/ha da safra passada, afetada pelo clima seco.
A Conab indicou nesta quinta-feira produtividade de 3.129 kg/hectare para o Rio Grande do Sul em 2025/26, já que a pesquisa foi realizada na terceira semana de janeiro, antes, portanto, das condições das lavouras piorarem.
Relatórios de especialistas, como a EarthDaily, alertaram na semana passada sobre os riscos do tempo quente e seco para o Estado sulista.
Ao longo da próxima semana, o Estado deverá ver chuvas com intensidades variadas. O norte gaúcho deverá ver os maiores volumes, com acumulados de cerca de 100 milímetros.
(Por Roberto Samora)