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Soja cede em Chicago nesta 3ª feira em movimento de realização de lucros após disparada recente

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Os preços da soja operam em queda na sessão desta terça-feira (10) na Bolsa de Chicago, em um movimento de realização de lucros após as altas expressivas registradas nas últimas sessões. O mercado vinha acumulando ganhos consistentes, especialmente no início do pregão da segunda-feira (9), quando o complexo soja avançou de forma mais intensa acompanhando o movimento positivo observado em outras commodities, em especial o petróleo.

Assim, por volta de 7h20 (horário de Brasília), as cotações recuavam de 2,25 a 5 pontos nos principais vencimentos, levando o maio a US$ 11,93 e o julho a US$ 12,02 por bushel. Os futuros do trigo, do milho e do óleo de soja também recuam, na mesma toada de ajustes após a disparada recente impulsionada por fatores externos, incluindo a escalada das tensões geopolíticas e a valorização de mercados correlacionados e acompanhando as perdas do petróleo – de mais de 6% – motivadas pela declarações do presidente americano Donald Trump de que a guerra no Irã deverá terminar logo. 

Ainda assim, operadores destacam que o recuo atual não altera, por enquanto, a percepção de atenção elevada do mercado aos riscos no cenário internacional.

Paralelamente, entre os principais pontos de monitoramento seguem as relações comerciais e diplomáticas entre China e Estados Unidos, fundamentais para a dinâmica da demanda global pela oleaginosa. A expectativa do mercado também se volta para o encontro previsto para abril entre o presidente norte-americano Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, que deverá ocorrer em território chinês e pode trazer novos sinais sobre o rumo das relações entre as duas maiores economias do mundo.

Esse diálogo é acompanhado de perto pelos agentes do mercado agrícola, já que qualquer avanço ou deterioração nas relações entre Washington e Pequim pode influenciar diretamente o fluxo global de comércio de soja. A China permanece como o principal comprador mundial da commodity e um dos principais destinos das exportações norte-americanas.

Dessa forma, mesmo diante do ajuste negativo observado nesta terça-feira em Chicago, analistas apontam que o mercado segue sensível ao noticiário internacional e às sinalizações políticas, que podem voltar a direcionar o comportamento dos preços nos próximos pregões.

No Brasil, as atenções estão não só sobre o fluxo, como também sobre o comportamento dos prêmios, os quais foram severamente pressionados nos últimos dias pelas fortes altas de Chicago. 

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