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Os preços da soja vêm intensificando as baixas na Bolsa de Chicago na sessão desta sexta-feira (13). O dia é de realização de lucros e, por volta de 12h30 (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 9,50 e 12,75 pontos nos contratos mais negociados, levando o maio a US$ 12,17 e o julho a US$ 12,30 por bushel.
As cotações do grão acompanham as perdas do farelo, de quase 1% no início da tarde de hoje, enquanto o óleo passa a operar com estabilidade, mas também em campo negativo. De outro lado, sobem ainda os futuros do milho e do trigo, principalmente este último, com altas de mais de 1%.
O mercado acompanha ainda muito de perto o mercado de energias, com os preços do petróleo – brent e WTI – voltando a subir nas bolsas internacionais. Assim, o brent já retoma, inclusive, o patamar dos US$ 100,00 por barril, sendo cotado a US$ 101,48.
Nesta quinta-feira (12), as cotações avançaram impulsionadas pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, que sustentaram fortes altas no petróleo e trouxeram suporte ao complexo da soja, que chegaram a renovar suas máximas na CBOT. Além disso, as alterações nas normas de inspeção para a exportação da oleaginosa do Brasil à China também influenciaram o mercado.
No entanto, após testar patamares mais elevados, o mercado passa agora por um movimento técnico de correção, com os investidores ajustando suas posições. Apesar das baixas no dia, analistas destacam que o cenário geopolítico e o comportamento do petróleo seguem no radar dos investidores, podendo voltar a influenciar a direção das cotações nos próximos pregões.
No Brasil, os preços continuam caminhando de lado, principalmente com o dólar ainda limitando os impactos da CBOT e pelos prêmios pressionados.