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O mercado da soja está despencando na Bolsa de Chicago nesta tarde de segunda-feira (16). Por volta de 13h (horário de Brasília), as cotações perdiam de 61,50 a 37,75 pontos nos principais vencimentos, devolvendo quase tudo o que subiu nas últimas semanas em função do conflito no Oriente Médio. Assim, o maio voltava aos US$ 11,63 e o julho a US$ 11,78 por bushel.
“O mercado acompanha de perto o encontro de Bessent e He Lifeng, assim como declarações de Trump que podem afastar sua visita à uma rodada de realizações, após ter voltado a patamares acima de US$ 12,00 por bushel e acumulado um volume recorde de posições compradas”, informou a equipe da Agrinvest Commodities.
Os preços do grão acompanham a despencada dos derivados, com o óleo caindo quase 5% nas principais posições e o farelo de soja mais de 2%. Ainda olhando para as bolsas internacionais, os futuros do petróleo também operam do lado negativo da tabela, mas com baixas tímidas frente aos ganhos das últimas sessões.
O mercado passa por um momento forte de ajustes, mesmo diante da continuidade dos conflitos no Oriente Médio. “O fechamento do Estreito de Ormuz está provocando a maior interrupção já registrada no mercado global de energia. Com ataques a navios, drones e minas marítimas, levando a cortes massivos de produção no Oriente Médio e alta de até 60% nos preços de energia. Mesmo que EUA e Israel declarem o fim do conflito, analistas avaliam que o Irã terá influência decisiva sobre a retomada da navegação e da produção, já que a segurança das rotas marítimas continua incerta”, informa o Grupo Labhoro
Nesta semana, as delegações de China e EUA que estão reunidas em Paris buscam concluir essa fase das negociações, com um foco expressivo em acordos agrícolas, antes da cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping que acontece em abril, na nação asiática.