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Mesmo com baixas expressivas nas cotações do petróleo nesta sexta-feira (17), os preços do açúcar subiram até 2,24% na Bolsa de Nova York, encerrando a semana com ganhos em torno de 5% entre os principais contratos.
Na sessão desta sexta, o vencimento maio/26 avançou 1,70 cent (+2,24%), fechando a 77,40 cents/lbp. O julho/26 subiu 1,69 cent (+2,16%), para 79,82 cents/lbp. O outubro/26 registrou ganho de 1,61 cent (+2,02%), encerrando a 81,12 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 também apresentou valorização de 1,51 cent (+1,91%), terminando o dia cotado a 80,50 cents/lbp.
Na comparação semanal, o maio/26 passou de 73,22 para 77,40 cents/lbp, com alta de 4,18 cents (+5,71%). O julho/26 avançou de 75,33 para 79,82 cents/lbp, registrando ganho de 4,49 cents (+5,96%). O outubro/26 subiu de 76,99 para 81,12 cents/lbp, com valorização de 4,13 cents (+5,36%). Já o dezembro/26 saiu de 76,89 para 80,50 cents/lbp, acumulando aumento de 3,61 cents (+4,70%).
Conforme o que explicou o consultor Pery Passotti Pedro, as altas sucessivas se devem a dois fatores: Petróleo e, principalmente, a maior seca no Texas dos últimos dez, talvez vinte anos. “Ainda temos apenas 7% do algodão plantado, mas a condição vai precisar de muita água para ser revertida”, afirmou.
O consultor reforçou que a situação ainda não está resolvida no Oriente Médio, por isso não é possível afirmar que os preços do petróleo seguirão mais baixos, mas certamente, neste momento, a seca é um suporte mais forte do que o do combustível fóssil.
Os preços da energia caíram na sexta-feira depois que o Irã afirmou que o Estreito de Ormuz agora está “completamente aberto” à navegação comercial, abrindo caminho para um acordo de paz para encerrar a guerra e potencialmente liberar milhões de barris de petróleo bruto e combustível retidos no Golfo Pérsico. As perspectivas de um acordo de paz formal também se consolidaram quando Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo de 10 dias na quinta-feira (16).