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Os contratos futuros da soja iniciaram a semana em terreno positivo na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (1). A geopolítica continua dominando o mercado e a principal força motriz por trás do movimento altista é a acentuada valorização do petróleo, decorrente de uma nova e grave escalada das tensões militares entre os Estados Unidos e o Irã no Oriente Médio.
A troca de ataques de autodefesa e retaliações entre Washington e Teerã durante o fim de semana — atingindo instalações de radares e bases aéreas na região do Golfo — resulta em altas de mais de 3% tanto no petróleo brent, quanto no WTI, o que puxa não só a soja, mas todo o complexo e mais os grãos na CBOT na manhã de hoje.
Asism, por volta de 7h30 (horário de Brasília), as cotações da soja em grão subiam de 5 a 5,50 pontos, com o o julho cotado a US$ 11,91 e o agosto a US$ 11,95 por bushel. No complexo, alta de mais de 0,3% para o farelo e de mais de 0,5% para o óleo.
Além do cenário geopolítico, o mercado também digere fatores fundamentais próprios, como o bom desenvolvimento da nova safra americana, as condições adequadas, de modo geral, para a conclusão do plantio, porém, ainda de olho nos efeitos que pode causar o El Niño nas lavouras. Todavia, não são esperadas grandes ameaças.
A possível demanda extra da China nos EUA também é bastante aguardada pelos traders, depois da reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, em meados de maio último.