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Os preços da soja intensificam suas baixas na Bolsa de Chicago nesta tarde de segunda-feira (29). O mercado perdia de 16,75 a 17,75 pontos nos principais contratos, levando o julho a US$ 11,09 e o novembro a US$ 11,38 por bushel. Os futuros da oleaginosa acompanhavam as perdas lideradas pelo milho – de quase 3% -, do farelo e do trigo, que passavam de 1%.
O mercado tem dias cheios pela frente, esperando, principalmente, pelo novo boletim de revisão de área que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta terça-feira, dia 30 de junho.
Os números, segundo analistas e consultores de mercado, deverão apontar a confirmação de uma área maior dedicada à oleaginosa e menor de milho, e os dados atualizados ainda têm potencial para mexer com os preços na CBOT. Assim, a espera é, de fato, de um relatório negativo para a soja.
E o principal fator de pressão sobre as cotações dos grãos nesta segunda, segundo explicam analistas e consultores de mercado, é o clima favorável para a safra 2026/27 dos EUA. As condições têm se mostrado bastante adequadas para o desenvolvimento das lavouras norte-americanas, sem grandes surpresas sendo esperadas para as próximas semanas.
As chuvas previstas para os próximos sete dias, segundo as informações do NOAA, o serviço oficial de clima dos EUA, chegam em regiões importantes, com bons volumes e em bom momento.

Na outra ponta estão a geopolítica – com novas altas do petróleo nesta segunda – e a demanda melhorando pela soja americana.