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O mercado internacional de grãos iniciou a segunda-feira (6) com forte pressão compradora e disparada na Bolsa de Chicago, retomando seus negócios pós feriado nos Estados Unidos. Segundo analistas e consultores de mercado, a estilingada de soja, milho e trigo, além dos derivados da soja na CBOT na manhã de hoje se dá pelo clima que começa a preocupar nos EUA.
Os ganhos dos principais contratos da soja variavam de 28,25 a 34,75 pontos – ou quase 3% – com o julho cotado a US$ 11,60 e o novembro – a posição mais negociada neste momento – com US$ 11,82 por bushel. No milho, as altas passavam de 13 e no trigo, de 10 pontos. O óleo subia quase 2% e o farelo, mais de 2%.
O principal motor por trás desse rali nas cotações é a instabilidade e as previsões meteorológicas para o Meio-Oeste dos Estados Unidos. Após a divulgação dos dados de área plantada do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) na virada do mês, o foco dos fundos de investimentos e dos traders migrou 100% para o potencial produtivo das lavouras.
“As previsões de anomalia do NWS aponta temperaturas acima da média para a maior parte do meio-oeste americano, enquanto as precipitações devem se manter levemente abaixo da média”, informa o Grupo Labhoro, em seu reporte de abertura da semana.

“As elevadas temperaturas registradas em grande parte do Meio-Oeste nos últimos aumentaram as preocupações com possíveis impactos sobre o desenvolvimento das lavouras. A onda de calor levou os índices de calor a ultrapassarem 40°C em diversas regiões do Corn Belt. Embora a umidade do solo ainda seja considerada favorável após as chuvas de junho, especialistas alertam que o calor intenso, sobretudo quando acompanhado de noites quentes, pode elevar o estresse das plantas e acelerar a perda de umidade. No milho, o maior risco está sobre a polinização, fase determinante para a formação dos grãos. Na soja, as preocupações se concentram na floração e no enchimento das
vagens”.