![]()
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) confirmou a notícia que veio ajudando a puxar os preços da soja desde o início da semana e informou a venda de 472 mil toneladas da oleaginosa para a China nesta quarta-feira (8). Do total, 136 mil toneladas são da safra 2025/26 e 336 mil da safra 2026/27.
As vendas feitas no mesmo dia, para o mesmo destino e com volume igual ou superior a 100 mil toneladas deverão ser sempre informadas ao departamento americano.
“O anúncio mostra nova movimentação da demanda chinesa pela soja norte-americana, com compras distribuídas entre a safra atual e a próxima temporada”, traz a Royal Rural em seu comentário após o anúncio.
As consultorias privadas vinham afirmando há algumas semanas que a China buscou ofertas de soja nos Estados Unidos e que estaria, de fato, mais presente no mercado norte-americano nos próximos meses. O movimento contribui, inclusive, para a manutenção das cotações da oleaginosa na Bolsa de Chicago.
Perto de 10h20 (horário de Brasília), os futuros subiam de 2,50 a 11 pontos, levando o julho a US$ 12,07 – com o spot sentindo o bom impacto das compras de soja da safra velha pelos chineses -, enquanto o agosto e novembro tinham US$ 12,00 por bushel.
“A verdade é que Chicago precisava exatamente disso: China saindo da ameaça, da conversa e começando a colocar compra na mesa. Quando isso acontece na janela de safra nova dos EUA, muda o tom do mercado, porque tira um pouco daquela leitura de demanda travada. Agora, o ponto é simples: se a China repetir compra, Chicago ganha sustentação. Se ficar só nisso, é notícia de curto prazo”, afirma o analista de mercado e diretor da consultoria, Ronaldo Fernandes.