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Futuros do milho acompanham perdas da soja e fecham quarta-feira caindo 2% em Chicago

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A quarta-feira (29) termina com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT). 

Segundo a análise da Agrinvest, os futuros dos cereais registraram fortes quedas neste pregão acompanhando as perdas registradas pelo complexo da soja. 

“O milho recuou com mais força nos vencimentos mais curtos. Os prêmios adicionados às cotações nos últimos dias em função do clima começam a derreter. O milho atravessa uma fase crítica, com maior necessidade hídrica, mas pode encontrar algum alívio com as chuvas que ocorreram e que seguem previstas para os próximos dias nos Estados Unidos”, apontam os analistas da consultoria. 

O vencimento setembro/26 foi cotado a US$ 4,49 com desvalorização de 9,50 pontos, o dezembro/26 valeu US$ 4,71 com baixa de 8,75 pontos, o março/27 foi negociado por US$ 4,87 com queda de 8,50 pontos e o maio/27 teve valor de US$ 4,95 com perda de 8,50 pontos. 

Esses índices representaram desvalorizações, com relação ao fechamento da última terça-feira (28), de 2,07% para o setembro/26, de 1,82% para o dezembro/26, de 1,71% para o março/27 e de 1,69% para o maio/27. 

Mercado Interno 

De acordo com os analistas da Agrivnest, os contratos do milho na B3 passaram por um ajuste moderado, acompanhando o movimento observado na CBOT. 

“A colheita da segunda safra já se aproxima de 60% e, até o momento, esse avanço não gerou a pressão baixista sobre os preços que parte do mercado esperava. O foco agora está na demanda. Os preços do mercado físico seguem indicando sustentação, reforçando a percepção de um mercado equilibrado”, destaca a consultoria. 

Na avaliação do analista de mercado da Royal Rural, Ronaldo Fernandes, esse olhar do mercado mais voltado para a demanda do que para a colheita, reforça a importância que as exportações vão ter ao longo de 2026.  

Embora julho deva terminar com embarques próximos de apenas 2 milhões de toneladas, ele ressalta que isso não representa falta de demanda internacional, mas apenas uma limitação da oferta disponível para embarque. 

“O Lineup mostrou que tinha apetite para pelo menos 3 milhões, para mais de 3 milhões de toneladas. Só que não vai tudo isso em julho porque não tinha esse milho colhido, então vai em agosto”, diz Fernandes. 

Segundo o analista, agosto já começa com aproximadamente 2,5 milhões de toneladas nomeadas para exportação, volume que ainda tende a crescer. Além disso, ele chama atenção para o aumento das nomeações destinadas ao Porto de Santos, movimento que considera um indicativo de que a exportação começa efetivamente a disputar milho com o mercado interno. 

“Quando começar a ganhar volume o Porto de Santos, aí sim o jogo de exportação já está acontecendo.” 

Nesse cenário, a Espanha passa a ocupar posição de destaque. Fernandes afirma que já existem cerca de 600 mil toneladas nomeadas para o país entre julho e agosto, aproximadamente 300 mil toneladas em cada mês, e que o comportamento desse comprador poderá definir o tamanho da exportação brasileira nesta temporada. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira 

O vencimento setembro/26 foi cotado R$ 70,34 com queda de 0,10%, o janeiro/27 valeu R$ 77,70 com desvalorização de 0,08%, o março/27 foi negociado por R$ 79,40 com perda de 0,01% e o maio/27 teve valor de R$ 77,77 com baixa de 0,04%. 

No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho o preço da saca de milho registrou altos e baixos neste meio de semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações em Ubiratã/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Pato Branco/PR, Palma Sola/SC e Eldorado/MS. Já as desvalorizações apareceram em Sorriso/MT, Campinas/SP e Porto de Santos/SP. 

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