
O mercado da soja iniciou a semana com movimentos mistos nas principais regiões produtoras, combinando valorização em algumas praças, avanço no plantio e atenção às condições climáticas para a nova safra. Segundo a TF Agroeconômica, os negócios nesta segunda-feira, 14 de setembro de 2026, refletiram diferenças regionais de demanda, logística e ritmo de comercialização.
No Rio Grande do Sul, o interior mostrou lentidão para absorver as altas da exportação, embora algumas referências tenham avançado. Rio Grande permaneceu em R$ 163, enquanto Ijuí e Cruz Alta chegaram a R$ 153, Passo Fundo a R$ 155 e Santa Rosa a R$ 154. O farelo de soja manteve estabilidade no estado.
Em Santa Catarina, a necessidade de abastecimento da agroindústria sustentou preços firmes. São Francisco do Sul marcou R$ 162, enquanto Palma Sola ficou em R$ 139,50 e Rio do Sul em R$ 140. Produtores relataram propostas mais agressivas de compradores locais diante da necessidade de originar grãos.
No Paraná, o destaque foi o início dos trabalhos de campo após o fim do vazio sanitário em importantes regiões. Com Paraná e Mato Grosso em operação, o plantio nacional alcançou 0,4%. Paranaguá chegou a R$ 164, Cascavel a R$ 155,50 e Maringá a R$ 154,50.
Em Mato Grosso do Sul, a liquidez foi moderada, com referências entre R$ 145 em Dourados e R$ 155 em Chapadão do Sul. Já em Mato Grosso, o início do plantio veio acompanhado de atenção aos riscos associados ao El Niño em 2026/27. Os preços variaram entre R$ 138 em Sorriso e R$ 147 em Campo Verde, enquanto produtores acompanham os efeitos dos custos de frete e das condições hídricas sobre a rentabilidade.